Polícia

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é solto pela justiça; entenda

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O TRF-1 substitui prisão preventiva por medidas cautelares; decisão alcança demais executivos detidos na Operação Compliance Zero  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

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Publicado em 29/11/2025, às 11h32



O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou, na última sexta-feira (28), a soltura de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, após 11 dias de detenção, por suspeita de emissão de títulos de crédito falsos, gestão fraudulenta e organização criminosa.

A decisão estabelece que o executivo deixe o presídio, mas permaneça monitorado por tornozeleira eletrônica e cumpra uma série de restrições. A medida beneficia também outros quatro dirigentes da instituição, todos alvos da Operação Compliance Zero.

Medidas cautelares incluem monitoramento e proibição de contato

A decisão foi estendida a Augusto Ferreira Lima (ex-CEO e sócio), Luiz Antônio Bull (diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia), Alberto Felix de Oliveira Neto (superintendente executivo de Tesouraria) e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva (sócio). Todos terão de seguir as mesmas regras, inclusive evitar contato entre si e com testemunhas, ex-funcionários do Banco de Brasília (BRB) e do Master, até mesmo por telefone ou internet.

Segundo informações da CNN, além do monitoramento eletrônico, Vorcaro e os demais deverão se apresentar periodicamente à Justiça e não poderão deixar o município em que residem. O passaporte segue retido e todos estão impedidos de exercer atividades ligadas ao setor financeiro.

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Foto: Divulgação/Banco Master

Defesa cita ciência do BC e questiona competência da Justiça Federal

A defesa do banqueiro sustenta que o Banco Central foi informado previamente sobre sua viagem a Dubai, motivo que levou à prisão preventiva no aeroporto de Guarulhos. Os advogados afirmam que Vorcaro comunicou a ida ao exterior em reunião virtual registrada na agenda oficial do órgão, afirmando que a viagem buscava “formalizar o acordo” com o Grupo Fictor, comprador do Master.

Paralelamente, a defesa também levou o caso ao STJ e ao STF. No Supremo, argumenta que a Justiça Federal não seria a instância adequada para julgar o processo. O ministro Dias Toffoli é o relator do pedido, segundo informações do G1.

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