Polícia
por Bernardo Rego
Publicado em 18/08/2026, às 14h39
Em decisão proferida pela juíza Ana Luisa Marcondes Esteves, da 1ª Vara do Júri do Foro Central Criminal, nesta segunda-feira (17), doze policiais acusados das mortes de nove jovens em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, vão ser julgados em júri popular.
A juíza rejeitou os pedidos preliminares apresentados pelas defesas dos policiais que pleiteavam a nulidade e a anulação de atos do processo. Os 12 policiais vão ser levados ao júri por nove homicídios qualificados, além de crimes de lesão corporal contra duas pessoas que sobreviveram à ação. A decisão manteve as qualificadoras de motivo torpe e perigo comum, que ainda serão analisadas pelos jurados.
Os policiais vão poder recorrer da decisão em liberdade. Na decisão, a magistrada afirmou que não estão presentes os requisitos para a prisão preventiva.
O caso aconteceu se deu no dia 1º de dezembro de 2019 durante um baile funk conhecido como Baile da DZ7, em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a denúncia do Ministério Público, os policiais participavam da chamada Operação Pancadão quando bloquearam as extremidades da Rua Ernest Renan e utilizaram cassetetes, armas de elastômero, bombas de efeito moral e gás durante a intervenção.
Ainda conforme a denúncia, a ação teria provocado pânico e correria entre as pessoas que estavam no baile. Parte da multidão teria sido conduzida para a Viela do Louro, onde ocorreu o esmagamento das vítimas.
As nove vítimas foram Bruno Gabriel dos Santos, Denys Henrique Quirino Silva, Dennys Guilherme dos Santos França, Eduardo da Silva, Gabriel Rogério de Moraes, Gustavo Cruz Xavier, Luara Victória Oliveira, Marcos Paulo Oliveira dos Santos e Mateus dos Santos Costa.
Segundo a sentença, oito dos jovens morreram por asfixia mecânica por sufocação indireta. Mateus dos Santos Costa morreu em decorrência de traumatismo raquimedular.
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