Polícia
por Andrezza Souza
Publicado em 30/05/2026, às 13h07
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga um caso suspeito de infecção pelo vírus Ebola identificado neste sábado (30). O paciente, um homem de 37 anos com histórico recente de viagem à República Democrática do Congo, está internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência estadual para atendimento de doenças infecciosas.
De acordo com as autoridades de saúde, o homem apresentou febre e outros critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com a definição de caso suspeito da doença. Até o momento, não há confirmação laboratorial de infecção pelo vírus.
A investigação é conduzida pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), que adotaram os protocolos previstos para esse tipo de ocorrência. Entre as medidas estão o isolamento do paciente, a notificação imediata do caso e a realização de exames para esclarecer o diagnóstico.
O caso ocorre em meio ao monitoramento do surto da cepa Bundibugyo do vírus Ebola registrado na República Democrática do Congo. Recentemente, a rede de saúde paulista recebeu orientações atualizadas sobre identificação, manejo e notificação de casos suspeitos relacionados à doença.
Segundo a Secretaria da Saúde, o risco de introdução do Ebola no Brasil permanece considerado muito baixo. A avaliação leva em conta fatores como a ausência de transmissão da doença na América do Sul, a inexistência de voos diretos entre a área afetada e o continente sul-americano e a forma de transmissão do vírus, que exige contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas e sintomáticas.
O Ebola pode causar sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para complicações hemorrágicas e falência de múltiplos órgãos. O período de incubação varia entre dois e 21 dias.
As autoridades reforçam que a transmissão não ocorre antes do aparecimento dos sintomas. Pessoas que tiveram exposição considerada de risco devem ser monitoradas por 21 dias, conforme os protocolos sanitários vigentes.
Até a publicação desta reportagem, o paciente permanecia internado em observação e aguardava os resultados dos exames que irão confirmar ou descartar a suspeita da doença.
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