Polícia
Um empresário teve um Porsche Panamera 4S 2023 avaliado em cerca de R$ 850 mil furtado após entregá-lo ao serviço de valet na porta de um restaurante de alto padrão no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo.
O crime ocorreu em 4 de fevereiro, em frente ao Doryo, e teria sido praticado por um homem que se passou por manobrista para ter acesso ao veículo, como citado pelo Estadão.
A vítima, Edgard Castro, estacionou o carro para jantar no local sem imaginar que sairia do restaurante sem o automóvel. Segundo relato, o criminoso conseguiu pegar a chave ao acessar a guarita instalada na calçada em um momento em que o funcionário responsável se ausentou e o espaço ficou sem vigilância. Com a chave em mãos, o suspeito deixou o local sem levantar suspeitas.
Em nota, o restaurante informou que prestou respaldo ao cliente e orientou quanto aos procedimentos formais junto às autoridades, afirmando ainda que acompanha as investigações para colaborar com a localização do veículo. A empresa declarou permanecer à disposição para esclarecimentos.
Castro, no entanto, contesta a versão. Ele afirma que recebeu apoio inicial no momento do ocorrido, mas que posteriormente houve mudança de postura. Segundo o empresário, teria sido informado de que não precisaria acionar o próprio seguro, pois o valet possuiria cobertura específica. No dia seguinte, porém, a orientação teria sido diferente.
De acordo com ele, após contato entre advogados, não houve acordo, e o caso deve ser discutido judicialmente.
O empresário calcula que o prejuízo ultrapasse os R$ 850 mil ao considerar IPVA já quitado, objetos que estavam no interior do veículo e despesas com transporte e honorários advocatícios. Pela tabela Fipe, o modelo é avaliado em aproximadamente R$ 798 mil, valor que aumenta com opcionais.
A legislação municipal, por meio da Lei 13.763, determina que serviços de valet tenham seguro obrigatório com cobertura para furto, roubo e incêndio. Segundo Castro, o estabelecimento teria informado inicialmente que havia seguro próprio, o que ele afirma não ter se confirmado posteriormente.
O caso levanta questionamentos sobre segurança em serviços de manobrista em áreas consideradas nobres da capital paulista e segue sob investigação das autoridades.
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