Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 15/07/2026, às 06h30 - Atualizado às 06h44
O advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, foi encontrado morto nesta terça-feira (14), quatro dias após desaparecer em São Paulo. O corpo estava no Instituto Médico Legal (IML) da capital e só foi identificado após a realização de exame papiloscópico.
De acordo com o boletim de ocorrência, Pedro foi localizado já sem vida por volta das 4h da última sexta-feira (10), na calçada da Rua Fradique Coutinho, número 1108, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo.
Policiais militares foram acionados pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para prestar apoio ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após a informação de que um homem havia morrido no local.
Testemunhas relataram à polícia que viram o homem caminhando pela via aparentando passar mal. Em seguida, ele teria se ajoelhado, deitado no chão e vomitado antes de perder a consciência.
A equipe do Samu constatou que a vítima apresentava pupilas dilatadas, não possuía lesões aparentes e já estava sem sinais vitais. Como não portava documentos, o corpo foi encaminhado ao IML para a realização de exames necroscópico, toxicológico e de identificação.
A confirmação da identidade ocorreu apenas nesta terça-feira (14), após o Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) realizar exame papiloscópico que identificou a vítima como Pedro Ely Cordeiro dos Santos.
O advogado estava desaparecido desde a madrugada da última sexta-feira (10). Segundo boletim de ocorrência registrado pela irmã, ele havia saído na noite de 9 de julho com um amigo para assistir aos jogos da Copa do Mundo em bares da Vila Madalena.
Por volta das 0h30, os dois embarcaram em um carro por aplicativo da categoria Uber Black na Rua Aspicuelta, com destino à Rua Canário, em Moema, onde o amigo desembarcaria. A corrida foi encerrada às 0h48.
A previsão era de que Pedro seguisse até o Hotel Mercure JK, na Vila Olímpia, utilizando outro veículo por aplicativo. No entanto, o amigo informou à polícia que não sabe afirmar se o advogado deixou o carro para solicitar uma nova corrida ou se permaneceu no veículo após o desembarque.
O último registro de atividade no celular de Pedro foi uma visualização no WhatsApp às 5h do dia 10 de julho. Desde então, ele não retornou ao hotel, não entrou em contato com familiares ou amigos e passou a ser considerado desaparecido.
No registro policial, a família solicitou que a Polícia Civil adotasse medidas para localizar o advogado, incluindo a obtenção dos registros da Uber referentes ao deslocamento realizado naquela madrugada.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que o caso foi registrado como morte suspeita no 14º Distrito Policial (Pinheiros), que aguarda a conclusão dos laudos periciais para dar continuidade às investigações.
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