Polícia

Instrutores presos por morte de jovem em salto sem corda são transferidos para presídio na Grande SP

Foto: Reprodução
Defesa pretende pedir habeas corpus, enquanto investigação continua apurando as circunstâncias da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 17/06/2026, às 21h13 - Atualizado às 21h14



Os três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, foram transferidos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, na Grande São Paulo. A informação foi divulgada pelo g1.

Segundo a defesa, a mudança de unidade prisional ocorreu por questões relacionadas à segurança e à integridade física dos investigados. O trio permanece preso preventivamente desde o acidente registrado no último sábado (13).

Depoimentos não explicaram falha no equipamento

Ainda conforme informações do g1, os três instrutores prestaram depoimento à Polícia Civil, mas afirmaram não saber explicar como ocorreu a falha que levou Maria Eduarda a ser lançada sem a corda principal de segurança.

Luis Felipe Egoroff e Maicon Fernandes Cintra admitiram que eram responsáveis pela colocação das cordas antes do salto, mas disseram não conseguir esclarecer como o equipamento deixou de ser conectado à vítima.

Já Vitor de Freitas Gonçalves afirmou que participou apenas do lançamento da jovem e também declarou não saber o que aconteceu com a câmera que Maria Eduarda utilizava no momento do salto.

Defesa pede revisão da prisão

Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

Em nota, o advogado Rafael Gomes dos Santos informou que pretende ingressar com um pedido de habeas corpus e afirmou discordar da acusação de homicídio com dolo eventual.

Segundo a defesa, os instrutores não tiveram intenção de provocar a morte da jovem e tampouco assumiram conscientemente esse risco, classificando o episódio como uma "triste fatalidade".

Evento era organizado por grupo informal

As investigações apontam que o trio integrava um grupo que promovia saltos de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis.

De acordo com testemunhas, Maria Eduarda escolheu a modalidade conhecida como "aviãozinho", em que o participante é impulsionado pelos instrutores. Imagens registraram o momento em que ela foi levada até a plataforma e lançada sem que a corda principal estivesse presa ao equipamento de segurança.

A Polícia Civil segue investigando o caso e apura todas as circunstâncias que levaram ao acidente, além do desaparecimento da câmera que a jovem utilizava durante o salto.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp