Polícia

Investigação policial desmonta esquema de laudos médicos fraudulentos em SP; entenda

Foto: Reprodução/Agência SP
Investigação revela esquema de laudos falsos e fraudes processuais para obter custeio de saúde; criminosos simulavam consultas e exames  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Agência SP
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 30/04/2026, às 13h29



Nesta quinta-feira (30), o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deu início à Operação Descredenciamento. A ação mira um grupo criminoso suspeito de gerenciar um esquema de fraudes em clínicas voltadas ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo informações da Agência SP, a ofensiva mobilizou agentes para o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão.

As diligências ocorreram na capital paulista, em cidades da região metropolitana como Barueri e Mogi das Cruzes, e também no município de Jacareí, localizado no interior do estado.

Foto: Divulgação/Agência SP
Foto: Divulgação/Agência SP

Criminosos simulavam atendimento

Segundo a investigação do Deic, o esquema criminoso operava por meio da simulação de terapias, emissão de laudos médicos fraudulentos e abertura de processos judiciais.

O objetivo central da quadrilha era instruir processos judiciais para obrigar operadoras de planos de saúde a custear tratamentos que, na realidade, nunca foram realizados.

Além da inexistência dos procedimentos, a investigação identificou que, nos casos em que ocorriam atendimentos, os valores eram superfaturados para maximizar os lucros ilícitos, gerando grande prejuízo financeiro ao sistema de saúde suplementar.

Exploração e Diagnósticos Indevidos

Além do impacto financeiro, a investigação destaca a crueldade dos criminosos com as crianças e famílias.

As vítimas eram submetidas a diagnósticos falsos e tratamentos inadequados, que, segundo a Polícia Civil, representam uma violação direta aos princípios fundamentais de proteção e boa-fé que devem reger qualquer assistência médica.

A manipulação de condições clínicas sensíveis para fins lucrativos foi classificada como uma afronta à dignidade dos pacientes.

A operação foi liderada pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG) e foca em crimes de estelionato e falsidade ideológica. A ação contou com o apoio de cerca de 40 policiais civis, com suporte de 17 viaturas, entre caracterizadas e descaracterizadas.

As evidências colhidas agora serão analisadas para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp