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“Mais e menos estupráveis”: Colégio de SP suspende alunos após mensagens misóginas em grupo

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Alunos foram suspensos após mensagens de teor misógino em grupo de WhatsApp, gerando protestos e relatos de insegurança na instituição  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 18/03/2026, às 09h54



Um caso envolvendo mensagens de teor misógino trocadas por alunos do Colégio São Domingos, localizado no bairro de Perdizes, em São Paulo, causou a suspensão de estudantes.

A instituição confirmou que teve conhecimento do conteúdo, mas não detalhou o teor das mensagens nem informou quantos alunos foram punidos ou qual foi o grau de envolvimento de cada um.

Relatos de medo entre alunas

Estudantes afirmaram ao UOL que o episódio passou a gerar insegurança dentro da escola.

Segundo elas, um grupo de WhatsApp formado por alunos do 9º ano teria sido utilizado para compartilhar uma lista com nomes de meninas classificadas como “mais e menos estupráveis”.

Os alunos têm entre 13 e 14 anos. Ainda de acordo com os relatos, o material foi apagado pouco tempo após o envio, o que impediu o acesso direto ao conteúdo.

Uma aluna do ensino médio disse que a lista “sumiu” logo após a direção tomar conta do caso. Depois disso, a escola teve conversas em sala com turmas do ensino fundamental e médio.

Posicionamento da escola

Em nota, o Colégio São Domingos afirmou ter identificado “um conjunto de mensagens de caráter misógino”, classificando o conteúdo como “ofensivo” à comunidade escolar, “em especial, às estudantes — e em total desacordo com os princípios e valores” da instituição.

A escola também apontou que as mensagens foram compartilhadas em grupos de WhatsApp “não institucionais”.

Protestos dentro do colégio

O caso gerou mobilização entre as alunas. Estudantes do 9º ano colaram cartazes com mensagens de protesto nas paredes da escola.

Já alunas do ensino médio participaram usando roupas ou acessórios na cor lilás, símbolo associado à luta por igualdade de gênero.

Medidas adotadas

O colégio informou que suspendeu os alunos envolvidos, mas não divulgou detalhes. A direção também afirmou ter criado um grupo de trabalho para “apurar e acompanhar os desdobramentos” do caso, além de “indicar medidas restaurativas cabíveis”.

Em comunicado enviado aos pais, a escola afirmou estar mobilizada diante de “uma situação que se originou na virtualidade das relações que os adolescentes estabelecem por meio do acesso ao celular, às mídias sociais e aos conteúdos digitais a eles vinculados”.

Desde 2025, está em vigor uma lei que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos em instituições de educação básica, tanto públicas quanto privadas.

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