Polícia

Manifestações por justiça ao cão Orelha estão previstas em três capitais; veja os locais

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A morte do cão Orelha em Florianópolis gerou protestos em várias cidades, unindo ativistas e cidadãos em defesa dos direitos dos animais.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 29/01/2026, às 08h22



A morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, provocou uma onda de indignação que ultrapassou os limites de Santa Catarina e ganhou dimensão nacional.

O caso mobilizou protetores, organizações e cidadãos comuns, impulsionando uma série de atos públicos em defesa dos direitos dos animais e contra práticas de violência.

A repercussão nas redes sociais transformou o episódio em símbolo de uma pauta antiga, mas ainda urgente. A comoção coletiva reacendeu o debate sobre maus-tratos e responsabilidade social, levando diferentes capitais a organizarem manifestações nos próximos dias, conta o Metrópoles.

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Mobilização nacional em defesa dos animais

Em Brasília, o movimento é liderado pela Associação Apdog, que promove neste sábado, dia 31 de janeiro, a Cãominhada da Justiça. O ato está marcado para as 16h e terá como ponto de encontro a área ao lado do ParkDog, na quadra SQSW 104, no Sudoeste.

A organização informou que buscou apoio da Administração Regional, além de acionar o Detran e a Polícia Militar para garantir segurança e fluidez durante o trajeto. A proposta do evento vai além do protesto e busca reforçar valores como empatia e respeito, segundo comunicado divulgado pelos organizadores.

Atos no Rio de Janeiro ampliam pressão popular

No Rio de Janeiro, a indignação também se converteu em mobilização concreta. Estão previstas duas manifestações no domingo, 1º de fevereiro, reunindo diferentes grupos ligados à causa animal.

A primeira delas será organizada pelo coletivo Rio de Janeiro Contra Maus-tratos, com concentração às 10h, no Aterro do Flamengo, nas proximidades do Monumento aos Pracinhas. De lá, os participantes seguirão em caminhada até o Copacabana Palace, chamando atenção para a necessidade de punições mais efetivas.

Já no período da tarde, a partir das 16h, um novo ato ocorrerá em Copacabana, no Posto 2. A mobilização será conduzida pelo deputado federal Marcelo Queiroz, que tem atuação ligada à pauta animal. A presença de figuras públicas ampliou a visibilidade do movimento, intensificando a pressão por respostas institucionais.

São Paulo também entra no movimento

A capital paulista não ficou de fora das manifestações. Em São Paulo, a organização Cadeia Para Maus-Tratos convocou um protesto para o mesmo domingo, 1º de fevereiro, às 10h, no vão livre do Masp, ponto tradicional de atos públicos.

A expectativa é reunir protetores independentes, ONGs e cidadãos sensibilizados pelo caso. O objetivo central é cobrar justiça e reforçar a intolerância social diante da violência contra animais, tema que tem ganhado espaço no debate público.

Caso Orelha segue em apuração

Enquanto os atos são organizados em diferentes cidades, as investigações seguem em andamento. Os adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão Orelha devem ser ouvidos nos próximos dias e, por serem menores de idade, estão sujeitos às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.

O episódio transformou a indignação em ação coletiva e consolidou o caso como um marco recente na luta contra os maus-tratos. A mobilização nacional demonstra que a sociedade está mais atenta e disposta a reagir, cobrando mudanças efetivas na proteção aos animais.

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