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Marjane Satrapi, criadora de 'Persépolis', morre aos 56 anos

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Escritora, quadrinista e cineasta franco-iraniana teve a morte confirmada pela família nesta quinta-feira (4)  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/BERTRAND GUAY/AFP
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 04/06/2026, às 14h00



A escritora e cineasta franco-iraniana Marjane Satrapi, conhecida mundialmente pela obra "Persépolis", morreu aos 56 anos. A informação foi confirmada por familiares nesta quinta-feira (4).

Em comunicado divulgado à imprensa internacional, os parentes afirmaram que a artista morreu pouco mais de um ano após a morte do marido, Mattias Ripa, produtor e ator com quem era casada.

Carreira marcada por 'Persépolis'

Foto: Reprodução/Divulgação
Foto: Reprodução/Divulgação

Nascida em Rasht, no Irã, em 1969, Marjane Satrapi construiu uma trajetória de destaque na literatura e no cinema. Em 1994, mudou-se para a França, onde posteriormente obteve a nacionalidade francesa.

Sua obra mais conhecida é "Persépolis", graphic novel autobiográfica que retrata sua infância e juventude durante e após a Revolução Islâmica no Irã. O livro ganhou projeção internacional e foi adaptado para o cinema pela própria autora em parceria com Vincent Paronnaud.

A animação recebeu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes e foi indicada ao Oscar de Melhor Filme de Animação em 2008.

Reconhecimento internacional

Ao longo da carreira, Satrapi ficou conhecida por abordar temas como identidade, exílio, liberdade e a realidade política iraniana.

Em entrevista concedida em 2007, a autora afirmou que escolheu os quadrinhos como forma de contar sua própria história e retratar a realidade de seu país.

A morte da artista gerou manifestações de personalidades e instituições ligadas à cultura. O presidente da França, Emmanuel Macron, destacou o alcance internacional de sua obra e sua contribuição para a arte contemporânea.

Já o diretor do Festival de Cannes, Thierry Frémaux, homenageou Satrapi e ressaltou sua importância para o cinema e a cultura mundial.

Marjane Satrapi deixa um legado marcado pela combinação entre arte, memória e crítica social, que a transformou em uma das vozes mais reconhecidas da literatura gráfica contemporânea.

Classificação Indicativa: Livre

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