Polícia

Médica de paciente que morreu após procedimento diz aguardar laudos e pede cautela

Foto: Reprodução/Instagram
Tábita Nunes Marcolino Jorge se pronuncia sobre a morte de Roseli, que passou mal após procedimento estético em São Paulo.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

[email protected]

Publicado em 28/05/2026, às 09h55



A médica Tábita Nunes Marcolino Jorge afirmou nesta quarta-feira (27), por meio de nota, que aguarda a conclusão dos laudos periciais e das investigações sobre a morte de Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos. A paciente passou mal após realizar um procedimento estético em uma clínica no Brooklin, na Zona Sul de São Paulo.

No comunicado, a profissional declarou que qualquer definição sobre a causa da morte seria precipitada neste momento e informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pelo caso.

Roseli morreu na terça-feira (26), um dia após passar por aplicações de PMMA nos glúteos e na parte posterior das coxas. Segundo relato da filha à Polícia Civil, ela começou a sentir dores, mal-estar e aceleração cardíaca na manhã seguinte ao procedimento, conta o G1.

Paciente perdeu a consciência

Conforme o boletim de ocorrência, Roseli entrou em contato com a médica em busca de ajuda e recebeu orientação para retornar à clínica. Durante o trajeto em um carro de aplicativo, ela perdeu a consciência antes de chegar ao edifício onde funciona o consultório.

A defesa da médica afirmou que a paciente deixou a clínica no dia do procedimento em boas condições clínicas, sem relatar dores ou complicações. Segundo a nota, ela recebeu orientações médicas para o pós atendimento antes de ser liberada.

Ainda de acordo com o comunicado, ao retornar ao local no dia seguinte, Roseli sofreu um agravamento repentino do quadro clínico, seguido de parada cardiorrespiratória. A médica e funcionários iniciaram tentativas de reanimação até a chegada do Samu.

O boletim policial informa que a paciente chegou desacordada ao prédio comercial Brooklin Office, na Avenida Santo Amaro. A morte foi confirmada às 10h05.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo, morte suspeita e morte acidental. Em depoimento, Tábita afirmou ter aplicado 300 ml de PMMA e declarou que a paciente havia apresentado exames sem alterações antes da intervenção estética.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a vítima sentiu fortes dores e tomou medicamentos prescritos após o procedimento. O órgão informou ainda que as diligências continuam para esclarecer as circunstâncias da morte.

Na nota divulgada nesta quarta, a defesa da médica também afirmou que imagens isoladas e interpretações preliminares não devem substituir análises técnicas oficiais. O comunicado encerra dizendo que a profissional lamenta profundamente a morte da paciente e presta solidariedade aos familiares.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp