Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 26/07/2026, às 08h32
A família de Raielly Oliveira da Silva, de 24 anos, protestou neste sábado (25) contra a decisão da Justiça que colocou em liberdade o motorista Paulo César de Araújo Ribeiro, de 53 anos, acusado de atropelar e matar a jovem na Vila Jacuí, na Zona Leste de São Paulo, após audiência de custódia.
O acidente aconteceu por volta das 5h da última segunda-feira (20), quando Raielly caminhava para o trabalho ao lado de duas primas.
Segundo as investigações, antes do atropelamento, o motorista, que dirigia embriagado, já havia batido em outro veículo.
Com o impacto, uma jovem foi arremessada e sofreu fraturas em uma das pernas. Mesmo após a colisão, ele fugiu sem prestar socorro.
Na sequência, Paulo César atingiu Raielly, que morreu no local. Depois do atropelamento, perdeu o controle da direção e capotou o carro sobre uma ciclovia, sendo preso em seguida.
A decisão de colocá-lo em liberdade após a audiência de custódia provocou indignação entre familiares e amigos da vítima, que realizaram um protesto cobrando justiça pelo caso.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que o motorista, de 53 anos, foi preso em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor após atropelar e matar uma mulher na Rua Japichaua, na Zona Leste da capital, no último dia 20.
De acordo com a pasta, as investigações apontaram que o suspeito atingiu a vítima com o carro e deixou o local sem prestar socorro.
A SSP também informou que o teste do bafômetro registrou 0,85 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, índice acima do permitido por lei. Além disso, foi constatado que o motorista não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O veículo conduzido pelo suspeito foi apreendido e encaminhado para perícia. A ocorrência foi registrada no 24º Distrito Policial, na Ponte Rasa, pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor, fuga do local do acidente e dirigir sem habilitação.
A Secretaria da Segurança Pública informou ainda que, posteriormente, o motorista foi colocado em liberdade por decisão da Justiça, mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Procurado para esclarecer os critérios que embasaram a soltura de Paulo César de Araújo Ribeiro após a audiência de custódia, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou, por meio de sua assessoria, que teve acesso apenas à decisão que concedeu a liberdade provisória.
Segundo o órgão, os fundamentos utilizados pela magistrada ou pelo magistrado responsável pela audiência não foram disponibilizados.
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