Polícia
por Vinicius Brito
Publicado em 08/10/2026, às 08h20
Três anos após ter o pênis amputado pela companheira, o motorista de aplicativo Gilberto Nogueira de Oliveira, de 42 anos, recebeu uma indenização de R$ 20 mil por danos morais. A Santa Casa de Misericórdia de Atibaia foi condenada pela Justiça após fotos do ferimento, registradas durante o atendimento médico, vazarem e viralizarem nas redes sociais.
O crime ocorreu em 22 de dezembro de 2023, em Atibaia, no interior de São Paulo. Segundo o relato de Daiane dos Santos Farias à polícia, ela atacou o marido após descobrir uma suposta traição no dia de seu aniversário. Durante uma relação sexual, Daiane amarrou as mãos de Gilberto com uma calcinha, usou uma navalha para amputar o pênis do companheiro e fotografou o órgão antes de descartá-lo no vaso sanitário e dar descarga. Na mesma madrugada, ela se apresentou à polícia e confessou o crime.
Daiane foi presa e condenada a quatro anos e oito meses de reclusão. Em novembro de 2025, recebeu livramento condicional e deixou a Penitenciária Feminina de Mogi das Cruzes. Após ela recuperar a liberdade, o motorista por aplicativo afirmou ter sentido falta da mulher e voltou a procurá-la. Os dois reataram o relacionamento e, atualmente, planejam se casar novamente.
Com o valor da indenização, Gilberto pretende custear o novo casamento com Daiane e dar entrada na compra de uma prótese peniana. Apesar disso, ele considera os R$ 20 mil insuficientes e pretende recorrer à Justiça para tentar aumentar a quantia. Na ação, o motorista havia solicitado R$ 100 mil.
Gilberto autorizou o registro das imagens apenas para auxiliar na avaliação médica, porém, o motorista descobriu que as fotografias circulavam em grupos de WhatsApp e no Twitter, atualmente chamado X. Na ação judicial, ele afirmou que a divulgação das imagens provocou humilhação e constrangimento.
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