Polícia

Mulher é morta dentro de casa na Zona Sul de SP e namorado vira suspeito; entenda

Foto: Reprodução/Freepik
Crime aconteceu no bairro da Saúde; homem tinha histórico de agressões, e polícia investiga feminicídio com agravantes  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Freepik
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

[email protected]

Publicado em 02/02/2026, às 15h05



Uma mulher de 34 anos foi encontrada morta dentro da própria casa na manhã do último domingo (1º), no bairro da Saúde, na Zona Sul de São Paulo.

No mesmo imóvel, a filha da vítima, de apenas dois anos, foi localizada com sinais de violência e precisou ser socorrida. O principal suspeito do crime é o namorado da mulher, que está foragido e teve a prisão temporária solicitada pela Polícia Civil.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi achada nua, deitada na cama, com marcas de agressão no rosto e coberta por um lençol. A criança estava sem roupas no berço, ao lado da cama, e foi encaminhada para atendimento médico para avaliação de possível violência sexual.

O caso está sendo investigado como feminicídio e violência doméstica, as informações são do G1.

Pai desconfiou do silêncio e acionou a polícia

Segundo o pai da vítima, o relacionamento da filha com o suspeito, André de Lima Torres Pereira, de 34 anos, era marcado por brigas frequentes. Na sexta-feira (30), ele presenciou uma discussão mais intensa entre o casal e chegou a ameaçar chamar a polícia.

No dia seguinte, ao não conseguir contato com a filha, decidiu ir até a residência, mas encontrou a casa trancada e em silêncio. Diante da situação, o pai acionou a Polícia Militar. Os agentes arrombaram a porta e encontraram mãe e filha dentro do imóvel, ambas com sinais de violência.

policia militar
Foto: Reprodução/via Fotos Públicas

Histórico de violência e investigação em andamento

A Polícia Militar confirmou que o suspeito possui antecedentes por violência doméstica contra outras duas mulheres, registrados em 2023 e 2024. Em um dos casos, ele chegou a ser preso e teve medida protetiva decretada.

A própria vítima havia registrado um boletim de ocorrência contra ele em outubro de 2025, após uma invasão à residência. Na época, uma medida protetiva foi solicitada, mas acabou não sendo formalizada porque o casal reatou o relacionamento.

A criança foi atendida pelo Samu, levada à UPA da Vila Mariana e depois transferida para o Hospital da Mulher. Ela permanece sob cuidados médicos e, provisoriamente, está sob a guarda de um primo da vítima.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp