Polícia
por Vinicius Brito
Publicado em 01/10/2026, às 09h56
Gabriela Martins da Silva, de 32 anos, pediu uma medida protetiva contra o ex-companheiro, o policial militar Leonardo Alencar, um dia antes de ser morta a tiros em Jaú (SP). A vítima havia registrado um boletim de ocorrência por lesão corporal e descumprimento de medida protetiva e chegou a dormir na casa de uma amiga por medo do ex. A amiga também foi atingida pelos disparos.
Além da denúncia registrada antes do crime, Gabriela já havia solicitado outras medidas judiciais contra o policial. O primeiro pedido ocorreu em fevereiro. Cerca de duas semanas depois, ela voltou à polícia e relatou o descumprimento da medida.
Dois dias mais tarde, Gabriela retornou à unidade policial e informou que havia reatado o relacionamento com Leonardo. Com isso, a medida protetiva foi revogada.
Quatro meses depois, no entanto, a vítima voltou a registrar um boletim de ocorrência, desta vez por lesão corporal e descumprimento de medida protetiva. Na ocasião, ela recebeu atendimento e apoio da Casa da Mulher.
Segundo averiguações, o homem atirou de dentro do seu veículo, em direção ao carro em que a vítima estava posicionada, acompanhada por uma colega de trabalho, na Avenida Lauro Fraschetti.
De acordo com B.O, após os disparos Leonardo foi até a sede da 1ª Companhia da Polícia Militar de Jaú para se apresentar. Ele confirmou a autoria dos tiros e indicou que a arma utilizada estava dentro do seu veículo.
A amiga que estava no banco do passgeiro juntamente com a vítimia também foi atingida, Ela foi levada a Santa Casa de Jaú onde passou por cirurgia e segue em observação.
A Perícia Criminal esteve no local para realizar os trabalhos de praxe. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do crime.
Em nota, a defesa do policial militar Leonardo Alencar informou que acompanha o caso e que, neste momento, não irá se manifestar sobre o ocorrido.
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