Polícia

O que mudou no caso Nardoni? Novo capítulo chama atenção

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Entidade busca retorno imediato de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá ao regime fechado, alegando insegurança pública.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Tv
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 10/04/2026, às 11h28



A disputa judicial envolvendo a Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ e o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá ganhou um novo capítulo em Brasília. A entidade apresentou, nesta quinta-feira (9/4), um recurso no Superior Tribunal de Justiça.

O pedido foi protocolado pelo advogado Francisco Angelo Carbone Sobrinho. A solicitação reforça a defesa de que os condenados retornem imediatamente ao regime fechado, retomando uma tese já defendida anteriormente pela associação, segundo o Metrópoles.

Alegações e questionamentos

No documento, a entidade afirma que a permanência do casal em regime aberto estaria causando insegurança. Segundo a petição, haveria um cenário de “medo coletivo” e “intimidação difusa” em regiões de São Paulo e Barueri, conforme descrito no recurso.

Além disso, foram levantadas dúvidas sobre o cumprimento das regras judiciais. A rotina de trabalho de Nardoni, na empresa do pai, é questionada, com suspeitas sobre horários e possíveis deslocamentos fora do permitido.

Outro ponto abordado diz respeito ao endereço informado à Justiça. Há incertezas sobre a permanência do casal no local declarado, além de menções a uma possível mudança não comunicada oficialmente.

Pressão popular e comparação com outro caso

A associação também cita reações da população como argumento. O texto menciona a coleta de centenas de assinaturas de moradores, indicando insatisfação e preocupação com a situação, segundo a manifestação apresentada.

Como reforço, o recurso faz referência ao caso do ex-goleiro Bruno Fernandes, destacando que a regressão de regime pode ocorrer diante de descumprimento de condições judiciais.

A nova ação dá continuidade a uma série de tentativas da entidade no Judiciário. Antes, o grupo chegou a acionar o Supremo Tribunal Federal, buscando intervenção direta no caso.

Sem sucesso nas etapas anteriores, a estratégia agora se concentra no STJ. O objetivo é que o tribunal determine o retorno ao cárcere até que todas as suspeitas sejam apuradas, conforme solicitado no novo recurso.

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