Polícia

Onda de assaltos impõe "toque de recolher" e aterroriza moradores de Pinheiros

Foto: Unsplash.
Disfarçados de entregadores, assaltantes aterrorizam bairro da Zona Oeste e moradores precisam adotar toque de recolher e mudança de hábitos  |   BNews SP - Divulgação Foto: Unsplash.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 14/04/2026, às 15h16



Moradores do Alto de Pinheiros, bairro da zona oeste de São Paulo, enfrentam uma rotina de medo devido a uma recente escalada de assaltos. Imagens de circuitos de segurança revelam a ação rápida de criminosos, que atuam em motocicletas e não se intimidam com a alta presença de câmeras nas residências da região.

Os registros expõem a vulnerabilidade dos pedestres. Em um dos casos flagrados, uma mulher carregando sacolas de compras é cercada por três motociclistas. Ao tentar fugir, ela chega a cair no chão duas vezes e só escapa após vizinhos perceberem a ação e começarem a gritar, afugentando o trio.

Para driblar a atenção das vítimas e da segurança local, os assaltantes têm adotado táticas de camuflagem. Uma das imagens mostra um homem utilizando uma mochila térmica de entregador de aplicativo. Ele aguarda o momento em que a vítima se aproxima de uma portaria para abordá-la com uma arma de fogo.

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Em questão de segundos, um comparsa chega para exigir a senha do celular roubado. Outro registro mostra um morador sendo rendido sob a mira de uma arma enquanto passeava com seu cachorro.

A sensação de insegurança alterou a dinâmica do bairro, criando uma espécie de "toque de recolher" informal a partir das 19h. Segundo relatos, a janela entre 19h e 21h concentra a maior parte das ocorrências.

O empresário Pedro Iglesias, vítima recente dessa onda de criminalidade, detalha como a abordagem acontece de forma abrupta.

Ele conta em entrevista ao Balanço Geral, da Record, que percebeu estar sendo seguido, tentou correr, mas foi alcançado pelo assaltante armado, que exigiu o celular, a senha do aparelho e sua aliança de ouro. "Fico bem ansioso quando estou voltando para casa. Evito essa rua, por incrível que pareça. Isso deixa a gente sempre em estado de alerta", desabafa.

Apesar de a vizinhança ter se organizado para monitorar as ruas de forma independente, com equipamentos de vigilância instalados em quase todas as fachadas, a gravação dos crimes não tem sido suficiente para inibir a ação dos assaltantes, que continuam agindo na região.

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