Polícia
por Andrezza Souza
Publicado em 14/05/2026, às 19h53
Uma operação conjunta realizada nesta quinta-feira (14) mobilizou órgãos estaduais e federais contra um esquema suspeito de fraude fiscal no mercado de plásticos em São Paulo. A ação investiga um grupo apontado por envolvimento em sonegação tributária, lavagem de dinheiro e emissão de notas fiscais fraudulentas.
Batizada de “Refugo”, a operação é conduzida pela Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP), Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP) e Ministério Público de São Paulo, com apoio da Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Gaeco e das polícias Civil e Militar.
Segundo as investigações, o esquema teria causado prejuízo superior a R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos por meio da criação de créditos tributários falsos utilizados para reduzir o pagamento de impostos estaduais e federais.
As apurações identificaram três grupos empresariais suspeitos de operar pelo menos 60 empresas de fachada. De acordo com os investigadores, essas empresas eram utilizadas para emitir notas fiscais sem validade, simulando operações comerciais inexistentes e dando aparência de legalidade às movimentações financeiras.
A investigação aponta que o esquema envolvia três etapas principais: circulação real de mercadorias, emissão fictícia de notas fiscais e redistribuição financeira dos valores obtidos. Os créditos tributários gerados artificialmente beneficiariam empresas do setor de plásticos e reciclagem.
Os investigadores também identificaram indícios de que parte dos recursos teria sido utilizada em despesas pessoais e aquisição de bens de luxo, incluindo imóveis, viagens, clubes náuticos e outros itens de alto valor.
Ao todo, a operação cumpre 46 mandados de busca e apreensão em 48 endereços ligados aos investigados, entre residências, escritórios e empresas.
As diligências acontecem simultaneamente em cidades como São Paulo, Barueri, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Jundiaí, Cotia e Santana de Parnaíba, entre outros municípios paulistas.
Mais de 530 agentes públicos participam da ação, que busca reunir provas para responsabilização dos envolvidos nas esferas criminal e tributária.
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