Polícia

Operação prende 172 em 48h e expõe engrenagem de crimes em SP

Foto: Divulgação/Polícia Civil.
Força-tarefa mobiliza centenas de policiais, prende foragidos e revela laboratório de drogas no litoral paulista durante ação intensiva  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Polícia Civil.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 16/04/2026, às 18h09



Em apenas 48 horas, uma ofensiva da Polícia Civil resultou na prisão de 172 pessoas em duas regiões do estado de São Paulo. A ação, chamada Operação Captura, concentrou esforços na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, com o objetivo de localizar e deter foragidos da Justiça.

Segundo informações do g1, 365 policiais participaram da mobilização, considerada uma das maiores já realizadas nessas áreas.

Do total de presos, 155 eram procurados por decisões judiciais e estavam em situação de fuga. Outros 17 foram detidos em flagrante durante o cumprimento das diligências, realizadas entre terça-feira (14) e quarta-feira (15). A operação foi resultado de cerca de um mês de investigações.

Foto: Divulgação/Polícia Civil.
Foto: Divulgação/Polícia Civil.

Rastreamento e inteligência

O trabalho policial se apoiou em um banco de dados integrado e no uso de câmeras de monitoramento vinculadas ao programa Muralha Paulista. A estratégia permitiu identificar suspeitos que estavam escondidos principalmente no litoral paulista, incluindo indivíduos vindos de outros estados.

De acordo com a corporação, muitos dos detidos têm ligação com facções criminosas e foram condenados por crimes graves, como homicídio, latrocínio, estupro de vulnerável e violência doméstica. Também foram identificados envolvidos em furtos de cargas ferroviárias, prática recorrente em determinadas áreas da região.

Estrutura do crime atingida

Para as autoridades, o impacto da operação vai além dos números. A retirada desses indivíduos de circulação representa um enfraquecimento direto das estruturas criminosas. Segundo o delegado responsável pelo Deinter 6, Luiz Carlos do Carmo, a ação atingiu peças importantes da chamada “engrenagem do crime”, interrompendo atividades que dependem da atuação coordenada desses integrantes.

Laboratório clandestino

Um dos achados mais relevantes ocorreu no Guarujá, onde os policiais localizaram um laboratório clandestino de refino de drogas. No local, foram apreendidos insumos químicos em diferentes estados, armazenados em engradados e sacos, além de utensílios típicos de laboratório, como recipientes de vidro e panelas industriais.

Os agentes também encontraram um caderno com anotações, um equipamento eletrônico e um fuzil com carregador. Todo o material foi encaminhado para perícia, e o caso registrado como tráfico de drogas.

Classificação Indicativa: Livre

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