Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 10/08/2026, às 06h41
Breno de Souza Castro, 24 anos, que foi preso por matar as duas filhas no Dia dos Pais, começou a enviar mensagens à irmã, Brenda, no último sábado, afirmando que mataria as duas crianças, Ísis Helena e Laís Heloísa, e depois cometeria suicídio.
A família acionou imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190 e passou a noite tentando localizar o homem e as crianças.
De acordo com o boletim de ocorrência, os sinais de que havia algo errado, no entanto, começaram algumas horas antes. Por volta das 15h, Breno enviou à ex-companheira, Jennifer Nayra, uma mensagem dizendo que aquela seria “a última vez que veria as filhas”.
Cerca de 30 minutos depois, às 15h30, ele saiu de casa com as meninas, de 3 e 5 anos, sob a justificativa de levá-las ao Museu do Ipiranga para comemorar o Dia dos Pais.
Até aquele momento, Breno não precisava agir às escondidas. Não havia nenhuma ordem judicial que impedisse o contato dele com as filhas ou restringisse o direito de permanecer com as crianças.
A saída, portanto, ocorreu inicialmente dentro da normalidade, sem que houvesse um impedimento legal que pudesse alertar a família ou impedir que ele levasse as meninas.
A situação mudou horas depois, quando começaram as ameaças. Após receber a mensagem de Breno, Jennifer retornou ao Riacho Grande, onde havia publicado uma foto com amigas horas antes, na expectativa de que ele pudesse aparecer no local para buscá-la.
Enquanto isso, familiares acionaram a polícia e passaram a procurar pelo homem em locais que ele costumava frequentar.
As buscas se estenderam durante toda a noite, mas ninguém conseguiu localizar Breno ou descobrir onde ele estava com as crianças.
Na manhã de domingo (9), porém, foi o próprio homem quem apareceu no 48º Distrito Policial (Cidade Dutra). Segundo o boletim de ocorrência, ele estava embriagado e confessou aos policiais que havia enforcado as duas filhas dentro do carro.
As meninas foram encontradas mortas no veículo, localizado na Rua Luiz Supertti. O caso expõe uma sequência de acontecimentos em poucas horas: primeiro, a retirada das crianças de forma aparentemente regular; depois, a mensagem de despedida; em seguida, as ameaças de morte e suicídio; e, por fim, a localização do veículo, quando as duas crianças já estavam morta
O registro policial mostra que houve alertas durante a noite, mas eles ocorreram depois que Breno já havia saído com as filhas.
A família acionou as autoridades assim que recebeu as ameaças, mas, naquele momento, não sabia onde o homem estava nem conseguia localizá-lo.
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