Polícia

Pedidos de medida protetiva crescem 17,5% em SP; entenda a proteção judicial

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Em 2025, Estado de São Paulo registrou 118,6 mil solicitações de medidas protetivas, um aumento significativo em relação ao ano anterior.  |   BNews SP - Divulgação Reprodução/Freepik
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 05/03/2026, às 07h53



O Estado de São Paulo ampliou suas políticas de enfrentamento à violência de gênero e registrou 118,6 mil solicitações de medidas protetivas em 2025, número 17,5% superior ao observado em 2024. A expansão mostra maior procura pelos mecanismos de proteção previstos na Lei Maria da Penha.

O avanço está ligado ao fortalecimento de canais de denúncia e atendimento. As vítimas podem solicitar proteção por delegacias, órgãos judiciais e também por plataformas digitais, como o aplicativo SP Mulher Segura. A estratégia busca facilitar o acesso das mulheres à rede de segurança pública.

O Judiciário é responsável pela análise e concessão das medidas. Quando há negativa ou descumprimento da ordem judicial, a vítima pode recorrer à Defensoria Pública paulista para nova avaliação do caso, segundo a Agência SP.

Tecnologia e segurança no combate à violência

O estado adotou ferramentas tecnológicas para monitorar agressores e reduzir riscos às vítimas. Desde 2023, São Paulo utiliza tornozeleiras eletrônicas para acompanhar homens com medidas protetivas.

Cerca de 120 agressores já foram presos após violarem ordens judiciais e se aproximarem das vítimas, segundo dados das autoridades. O monitoramento ocorre 24 horas por dia, com integração entre Justiça e forças policiais.

O sistema compara a localização do agressor e da mulher protegida. Caso haja aproximação indevida, as equipes de segurança são acionadas imediatamente. O mecanismo é considerado uma das principais apostas da política de proteção estadual.

Expansão de serviços e atendimento especializado

São Paulo também ampliou a estrutura física de atendimento. Desde 2023, o número de delegacias especializadas cresceu 54%, chegando a 142 Delegacias de Defesa da Mulher e 170 Salas DDM.

Esses espaços garantem atendimento especializado e humanizado. As denúncias podem ser feitas presencialmente ou por meio da Delegacia Eletrônica, disponível para registros digitais de violência doméstica.

Outra ferramenta importante é o aplicativo SP Mulher Segura, que reúne serviços de emergência e orientação às vítimas. Atualmente, o sistema possui 45,7 mil usuárias cadastradas.

O botão do pânico é uma das funções mais utilizadas. O recurso já acionou viaturas policiais em cerca de 9,6 mil ocorrências desde sua criação, usando georreferenciamento para localização rápida.

Ações de repressão e políticas públicas

O governo estadual também investe em operações policiais para prisão de agressores. Em 2025, houve aumento de 30,2% nas detenções realizadas pelas Delegacias de Defesa da Mulher, totalizando 14,2 mil prisões.

O programa SP Por Todas reúne as iniciativas governamentais voltadas à autonomia feminina, com ações de proteção, inclusão social e geração de renda. O projeto funciona como plataforma de divulgação das políticas públicas.

O estado mantém 1.250 tornozeleiras eletrônicas destinadas a casos de violência doméstica. O Centro de Operações da Polícia Militar realiza monitoramento contínuo e aciona patrulhas sempre que há violação das distâncias estabelecidas pela Justiça.

Classificação Indicativa: Livre

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