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PF faz operação de combate à venda ilegal de canetas emagrecedoras em 11 estados

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Operação Heavy Pen mira cadeia de produção e de distribuição irregular  |   BNews SP - Divulgação Divulgação/PF
Redação BNews São Paulo

por Redação BNews São Paulo

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Publicado em 07/04/2026, às 10h35



Foi deflagrada na manhã desta terça-feira (7) a Operação Heavy Pen feita pela Polícia Federal com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A operação tem por objetivo combater a a entrada irregular no país, a produção clandestina, a falsificação e o comércio ilegal de medicamentos e insumos farmacêuticos destinados ao emagrecimento, as famosas canetas emagrecedoras.

As investigações tem como foco produtos à base de princípios ativos como a semaglutida e a tirzepatida, amplamente utilizados em medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro — usados em tratamentos para obesidade.

Estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além da realização de 24 ações de fiscalização, nos estados do Espírito Santo, de Goiás, de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul, do Pará, do Paraná, de Roraima, do Rio Grande do Norte, de São Paulo, de Sergipe e de Santa Catarina.

Durante as diligências, também são fiscalizados estabelecimentos, como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam à margem da regulação sanitária, com produção, com fracionamento ou com comercialização de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida. Os elementos colhidos subsidiarão investigações em curso.

As condutas investigadas podem caracterizar crimes relacionados à falsificação e à comercialização irregular de medicamentos, além de contrabando.

As apreensões de medicamentos emagrecedores realizadas pela Polícia Federal apresentaram aumento nos últimos anos, passando de 609 unidades em 2024 para 60.787 em 2025, e já alcançando 54.577 unidades até março de 2026. 

De acordo com levantamento feito pela Anvisa, a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação das canetas tem sido incompatível com o mercado nacional. Somente no segundo semestre de 2025, foram importados mais de 100 kg de insumos, que seriam suficientes para a preparação de aproximadamente 20 milhões de doses. 

Entre os riscos mapeados estão a produção sem previsão de demanda por manipulação, problemas de esterilização, deficiências no controle de qualidade e a utilização de insumos farmacêuticos sem identificação de origem e composição.

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