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PF investiga suposta rede de influenciadores para pressionar BC no caso Master

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Apuração preliminar busca esclarecer denúncias de campanhas digitais contra o BC após liquidação extrajudicial do banco investigado por fraude bilionária  |   BNews SP - Divulgação Foto:Divulgação
Érica Sena

por Érica Sena

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Publicado em 08/01/2026, às 11h16



A Polícia Federal apura, em fase inicial, denúncias sobre a contratação de influenciadores digitais para atacar o Banco Central (BC) e questionar a liquidação extrajudicial do Banco Master. A investigação está sendo conduzida pela Diretoria de Inteligência da PF, que elabora uma Informação de Polícia Judiciária (IPJ), documento usado para reunir dados e avaliar a necessidade de abertura de inquérito formal.

O Banco Master é alvo de investigações por suspeita de fraude estimada em cerca de R$ 12 bilhões. As denúncias apontam para uma estratégia de comunicação digital com o objetivo de influenciar a opinião pública e criar uma narrativa de perseguição política contra a instituição financeira, como citado pela CNN Brasil.

Influenciadores relatam abordagens

Segundo informações reveladas pela CNN, influenciadores de direita afirmam ter sido procurados no fim de 2025 por representantes de empresas de marketing digital. A proposta seria a publicação de conteúdos críticos à atuação do Banco Central no processo de liquidação do banco.

Entre os relatos está o do vereador de Erechim (RS) Rony Gabriel (PL), que possui cerca de 1,7 milhão de seguidores no Instagram. Ele afirma ter sido abordado em 20 de dezembro por um representante da agência UNLTD Brasil, que oferecia serviços de “gerenciamento de reputação e gestão de crise para um grande executivo”.

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Projeto e narrativa

A proposta apresentada ao vereador foi denominada “Projeto DV”, iniciais que, segundo Rony, fariam referência a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

A ideia era criar a narrativa de que o banco era vítima do Banco Central e que a liquidação foi precipitada.

A jornalista e influenciadora Juliana Moreira Leite, com 1,4 milhão de seguidores, também relatou abordagem semelhante feita pela empresa Portal Group BR. Áudios e mensagens indicariam a intenção de impulsionar reportagens que colocassem em dúvida a decisão do BC. Ela afirma não ter aceitado a proposta.

Respostas das empresas

Procurada, a UNLTD Brasil negou ter contrato com o Banco Master. Já o Portal Group BR afirmou atuar apenas na indicação de influenciadores e declarou que nenhum deles mantém vínculo relacionado ao caso citado.

Classificação Indicativa: Livre

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