Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 06/08/2026, às 18h30
A The Pokémon Company International (TPCI), braço norte-americano da franquia Pokémon, é alvo de uma ação judicial movida por uma mulher identificada como "Jane Doe", nome fictício utilizado para preservar a identidade de vítimas nos Estados Unidos.
A empresa é acusada de negligência por supostamente não impedir que um ex-diretor instalasse câmeras escondidas em banheiros femininos para gravar mulheres e crianças.
A ação tem como principal alvo Ben Tsai, ex-diretor de engenharia da companhia, preso em janeiro deste ano após ser acusado de voyeurismo.
Segundo o portal Omelete, ele teria registrado imagens íntimas de funcionárias e visitantes, com suspeitas de que o material seria distribuído a terceiros.
Na ação coletiva, Jane Doe afirma que a Pokémon Company falhou em seu dever de garantir um ambiente de trabalho seguro ao não identificar Tsai como uma ameaça em potencial nem adotar medidas para impedir suas ações.
O processo, baseado nas leis antidiscriminação do estado de Washington, busca representar todas as mulheres e meninas que utilizaram os banheiros femininos da empresa entre 2017 e 2026.
Segundo o advogado da autora, Alex Dietz, a quantidade de acusações contra o ex-diretor levanta dúvidas sobre a alegação de que os vídeos seriam destinados apenas ao uso pessoal.
"Ao ver alguém que foi processado por essa quantidade extensa de voyeurismo e conduta, pensar que tudo isso era apenas para uso pessoal e que não houve distribuição parece duvidoso", conclui Alex Dietz.
Esta não é a primeira investigação envolvendo Ben Tsai. Antes de deixar a empresa, ele já havia sido acusado de instalar câmeras escondidas em outros locais, incluindo uma loja e a própria residência.
As investigações também apontam que ele mantinha vídeos de conteúdo sexual envolvendo adultos e menores de idade.
Durante as buscas, a polícia encontrou centenas de arquivos com imagens de nudez armazenados em sua posse.
Apesar das acusações, a defesa de Tsai afirma que ele se declara inocente de todos os crimes investigados.
De acordo com o jornal The Seattle Times, Ben Tsai não faz mais parte da Pokémon Company desde as primeiras acusações, apresentadas em janeiro.
Em nota ao veículo, um porta-voz da empresa afirmou que o foco da companhia continua sendo o bem-estar de seus funcionários.
Enquanto isso, Tsai permanece respondendo ao processo criminal em liberdade mediante pagamento de fiança. Já a nova ação coletiva busca responsabilizar tanto o ex-diretor quanto a empresa pelos supostos danos causados às vítimas.
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