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Polícia Civil de SP prende facção que movimentou R$ 33 milhões com tráfico de drogas e armas

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A Polícia Civil de SP prende facção ligada ao tráfico de drogas e armas após investigação que revelou esquema milionário e lavagem de dinheiro  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/ Agência SP
Nathalia Quiereguini

por Nathalia Quiereguini

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Publicado em 12/03/2026, às 10h01



Uma operação da Polícia Civil de São Paulo resultou na prisão de cinco pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa responsável por movimentar cerca de R$ 33 milhões por meio do tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

A ação aconteceu na quarta-feira (11) e foi resultado de uma investigação que vinha sendo conduzida há meses.

Os mandados foram cumpridos em diferentes cidades do interior paulista, incluindo Rio Claro, Indaiatuba, São Carlos e Ribeirão Preto.

As investigações apontaram que o grupo tinha atuação estruturada, com divisão de funções e um esquema financeiro organizado para ocultar a origem do dinheiro obtido de forma ilegal, segundo informações da Agência SP.

Estrutura criminosa organizada

De acordo com os investigadores, a facção operava principalmente na região de Rio Claro e utilizava uma logística planejada para transportar drogas e armamentos.

Um dos métodos identificados foi o uso de veículos adaptados com compartimentos secretos, conhecidos como “carros-cofre”, que permitiam esconder as cargas ilegais durante o transporte.

Além disso, a organização utilizava uma rede de empresas de fachada e contas bancárias em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”.

Esse mecanismo servia para movimentar grandes quantias sem levantar suspeitas imediatas das autoridades.

As apurações também indicaram que o grupo mantinha contas abertas tanto em nome de pessoas físicas, muitas vezes familiares ou conhecidos dos envolvidos,  quanto em empresas registradas formalmente, como construtoras e consultorias.

Operação mobilizou grande efetivo

A ação, batizada de Operação Linea Rubra, mobilizou uma força-tarefa formada por policiais civis, promotores de Justiça e auditores fiscais.

Ao todo, cerca de 120 policiais participaram da operação, com apoio de dezenas de viaturas e do serviço aerotático.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam 26 veículos e realizaram o bloqueio de 12 imóveis ligados aos investigados.

Também foram bloqueados aproximadamente R$ 33 milhões em valores associados ao esquema, parte deles distribuídos em dezenas de contas bancárias.

A investigação teve atuação conjunta da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Secretaria da Fazenda do Estado, que auxiliou na análise financeira e patrimonial dos suspeitos.

Crimes investigados

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Há também indícios de ligação com outros crimes, incluindo homicídios relacionados à disputa de território no tráfico.

Os cinco presos permanecem à disposição da Justiça e devem responder pelos crimes apontados no inquérito.

As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes e aprofundar o rastreamento do dinheiro movimentado pela organização.

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