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Polícia desmonta esquema milionário de furto de cargas em trens no interior de SP

Foto: Governo de São Paulo/Divulgação
Operação Ouro Branco visa desarticular quadrilha que furtava cargas de soja e açúcar em trens no interior de São Paulo  |   BNews SP - Divulgação Foto: Governo de São Paulo/Divulgação
Érica Sena

por Érica Sena

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Publicado em 17/03/2026, às 13h03



A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Ouro Branco para desarticular uma quadrilha especializada no furto de cargas transportadas por trens no interior de São Paulo.

A ação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais e teve como foco a região de Aguaí, onde o grupo atuava, como citado pelo site da Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo.

Segundo as investigações, os criminosos desviavam toneladas de farelo de soja e açúcar durante o trajeto ferroviário até o Porto de Santos, causando prejuízos milionários à empresa responsável pelas cargas de grãos.

Esquema funcionava em etapas

A operação Ouro Branco mobilizou 29 policiais civis e dez viaturas para cumprir mandados judiciais. Até o momento, três suspeitos foram presos, enquanto outro segue sendo investigado. Durante as diligências, foram apreendidos veículos, sacos utilizados no transporte dos produtos furtados e simulacros de armas.

De acordo com o delegado Danilo Alexiades, o grupo atuava de forma organizada e cautelosa. Parte dos criminosos acessava vagões em movimento, retirava a carga e a lançava às margens da linha férrea. Em seguida, outros integrantes recolhiam o material com veículos e o levavam para galpões e propriedades rurais, sem deixar rastros.

Produtos eram revendidos no mercado formal

Nos locais de armazenamento, os itens eram “regularizados” antes de serem revendidos, facilitando a inserção no mercado legal. A prática dificultava o rastreamento da origem ilícita das mercadorias.

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Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

O nome da operação faz referência ao alto valor dos produtos furtados. “O açúcar tem rápida comercialização e alta liquidez, o que explica a associação com o ‘ouro branco’”, afirmou o delegado, Danilo Alexiades.

As investigações começaram em dezembro de 2025, após denúncias sobre furtos recorrentes ao longo das linhas férreas na região. A polícia agora busca identificar outros envolvidos no esquema, que segue sendo apurado.

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