Polícia
por Andrezza Souza
Publicado em 23/06/2026, às 21h10
A Polícia Civil identificou o homem suspeito de retirar a câmera GoPro utilizada por Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, momentos após o acidente que causou sua morte durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, o investigado é João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, um dos presos temporariamente por envolvimento no caso. A câmera é considerada uma das principais evidências para esclarecer a dinâmica do salto que terminou com a queda da jovem de aproximadamente 30 metros de altura, no último dia 13 de junho.
De acordo com as investigações, João Antônio integrava o grupo "Entre Cordas", responsável pela realização do evento. Outro integrante do grupo, Gabriel Barros Martins, também foi preso. A terceira detida é Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada pela polícia como integrante da organização do encontro.
Conforme apurado pelo Metrópoles, testemunhas relataram ter visto uma pessoa retirando a câmera do corpo da vítima após o acidente. Inicialmente, os instrutores investigados negaram qualquer envolvimento no desaparecimento do equipamento. No entanto, os relatos levaram a polícia a aprofundar as diligências sobre o paradeiro da GoPro.
Apesar das prisões e do cumprimento de mandados de busca e apreensão, a câmera ainda não foi localizada.
Além da apuração sobre a morte da jovem, a Polícia Civil também investiga a possibilidade de fraude processual.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), há indícios de que conteúdos digitais considerados relevantes para a investigação tenham sido apagados por suspeitos ligados ao caso. A suspeita motivou os pedidos de prisão temporária e de busca e apreensão autorizados pela Justiça.
Em nota, a SSP informou que aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais foram recolhidos para análise.
Nesta terça-feira (23), a polícia também encaminhou à Justiça um pedido para que as prisões temporárias dos investigados sejam prorrogadas por mais 30 dias, prazo que permitiria a continuidade das apurações até a conclusão do inquérito.
Ainda segundo o Metrópoles, autoridades federais e representantes das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis discutem medidas para impedir novos acessos à Ponte do Esqueleto.
Entre as alternativas analisadas estão o reforço dos bloqueios existentes e até mesmo a possível demolição da estrutura. As administrações municipais afirmaram que pretendem ampliar as barreiras de acesso enquanto são avaliadas soluções definitivas para o local onde ocorreu a tragédia.
Maria Eduarda morava em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo, trabalhava em uma academia e compartilhava nas redes sociais conteúdos relacionados à prática esportiva. No momento do salto, ela utilizava uma câmera GoPro presa ao corpo para registrar a atividade. O equipamento permanece desaparecido.
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