Polícia
Manifestantes se concentraram no início da noite desta quinta-feira (22) em frente à sede do Banco Master, localizada na Rua Elvira Ferraz, no Itaim Bibi, Zona Oeste de São Paulo.
Desde a quarta-feira (21), o prédio está cercado por tapumes, o que impediu o acesso direto à fachada. A barreira física acabou se tornando parte do cenário do protesto, que reuniu dezenas de pessoas no entorno do imóvel.
A mobilização foi convocada pelo Movimento Brasil Livre nas redes sociais. Segundo os organizadores, o ato teve como principal objetivo cobrar mais clareza nas investigações envolvendo a instituição financeira.
Além disso, os manifestantes defendem o afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, da condução do caso. O grupo afirma que a transparência é essencial para preservar a confiança nas instituições.
Durante o ato, palavras de ordem foram entoadas de forma repetida, incluindo questionamentos direcionados ao controlador do banco. Frases como “Ei Vorcaro, cadê a delação?” ecoaram pelo quarteirão.
Os tapumes que cercam o prédio receberam cartazes, fotos de investigados e faixas com mensagens críticas. As intervenções visuais reforçaram o tom de cobrança adotado pelo movimento.
A Polícia Militar foi acionada para acompanhar a manifestação, que ocorreu de forma pacífica até a última atualização. Não houve registro de confrontos ou necessidade de intervenção. A presença dos agentes teve caráter preventivo, garantindo a circulação de pedestres e a segurança no local.
A investigação criminal envolvendo o Banco Master chegou ao Supremo Tribunal Federal por decisão do ministro Dias Toffoli. Ele assumiu a relatoria do processo e determinou que as medidas judiciais fossem concentradas na Corte, suspendendo procedimentos que tramitavam em instâncias inferiores.
A centralização das decisões alterou o rumo do processo e gerou reações políticas.
Como justificativa, Toffoli apontou a existência de dados econômicos sensíveis, que poderiam causar impactos relevantes no sistema financeiro. Desde então, o ministro passou a conduzir os principais atos do inquérito, incluindo a decretação de sigilo sobre partes da investigação e a autorização de medidas como acareações.
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O caso voltou a ganhar destaque no noticiário após a Polícia Federal deflagrar, em 14 de janeiro, uma nova fase da operação Compliance Zero. A ação ampliou o alcance das apurações, incluindo familiares do banqueiro Daniel Vorcaro e outros nomes ligados ao mercado financeiro. Segundo o G1, o episódio deixou de ser apenas policial e passou a envolver debates institucionais mais amplos.
Nos últimos meses, o Banco Master também esteve no radar do Banco Central e do Tribunal de Contas da União. A crise teve início com suspeitas relacionadas a operações financeiras, que levaram o BC a decretar a liquidação extrajudicial da instituição, decisão posteriormente questionada.
Nesta etapa da operação, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, além de ordens de sequestro e bloqueio de bens que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. Parte dos desdobramentos segue sob sigilo no STF, enquanto o caso continua provocando repercussão política, econômica e social.
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