Polícia

Responsável por prédio que desabou em 2025 é morto a tiros na Zona Norte de SP

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Robson Pereira de Souza havia sido denunciado pelo MP-SP após o desabamento do prédio; ele foi morto a tiros enquanto estava em um bar com amigos  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 28/09/2026, às 11h35



Robson Pereira de Souza, de 38 anos, foi morto a tiros na noite desse domingo (27), enquanto estava em um bar com a esposa e amigos na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo.

A Polícia Civil investiga se o assassinato pode ter relação com um episódio ocorrido em 2025, quando um prédio em construção pelo qual ele era responsável desabou no bairro Cachoeirinha e deixou duas pessoas feridas.

O ataque aconteceu na Rua Acióli. Segundo informações registradas pela polícia, um homem armado chegou ao local de motocicleta, parou próximo ao bar e caminhou em direção a Robson antes de efetuar os disparos.

Câmeras registraram chegada do atirador

A Polícia Militar encontrou imagens de câmeras de segurança que registraram parte da ação. Nas gravações, o suspeito aparece chegando de moto e caminhando em direção ao estabelecimento.

O homem permaneceu de capacete durante o ataque. A esposa de Robson e outras pessoas que estavam no bar também teriam visto o atirador.

Após ser baleado, Robson foi socorrido e levado ao Hospital da Vila Nova Cachoeirinha, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo o portal Metrópoles, o autor dos disparos fugiu do local e ainda não foi identificado.

Polícia apura possível relação com desabamento

Durante o registro da ocorrência, a esposa de Robson afirmou não saber se o marido vinha sofrendo ameaças. Segundo o depoimento, ele trabalhava como autônomo e atuava com venda de cabelos.

Os investigadores, porém, questionaram a mulher sobre um episódio envolvendo Robson em fevereiro de 2025. Na ocasião, um prédio em construção desabou sobre imóveis vizinhos no bairro Cachoeirinha, também na Zona Norte da capital.

Robson era apontado como responsável pela edificação. Antes do desabamento, a Prefeitura de São Paulo havia determinado o embargo da construção por causa de irregularidades.

Duas pessoas ficaram feridas no episódio. O caso também gerou ações judiciais relacionadas a pedidos de indenização e uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Segundo o relato da esposa à polícia, Robson não havia realizado nenhum tipo de ressarcimento relacionado ao episódio. As ações judiciais continuam em andamento.

A Polícia Civil agora investiga a autoria do homicídio, a motivação dos disparos e uma possível ligação entre o assassinato e o desabamento ocorrido em 2025.

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