Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 19/08/2026, às 16h00
Empresários e herdeiros de famílias ligadas aos setores de moda, construção e mercado financeiro se envolveram em uma briga de rua na madrugada de sábado (15), em frente a um bar localizado a cerca de três quadras da avenida Faria Lima, na Zona Oeste de São Paulo.
A confusão aconteceu pouco depois da meia-noite, em frente ao Curado, conhecido entre frequentadores da região como um dos botequins frequentados por jovens do mercado financeiro.
O episódio foi registrado em vídeo e passou a circular em grupos de WhatsApp.
Veja abaixo:
Nas imagens, seguranças aparecem segurando um dos envolvidos, sobrinho do fundador da Track&Field.
Enquanto ele é contido, outro herdeiro, ligado à Lúcio, empresa da família que atua no setor de construção e incorporação imobiliária, desfere golpes contra o jovem.
Um ex-executivo da XP e proprietário da gestora Exa também aparece nas imagens. Ele passa pelo homem que está sendo segurado pelos seguranças e o agride antes de deixar o local.
Um boletim de ocorrência foi registrado na terça-feira (18), na 15ª Delegacia de Polícia. Um economista, de 27 anos, e um estudante, de 25, afirmaram também terem sido vítimas da confusão.
Segundo o boletim de ocorrência, o empresário que aparece nas imagens agredindo um dos jovens era o responsável pela organização da festa.
A confusão teria começado depois que o herdeiro da Track&Field foi impedido de entrar na área VIP do evento. De acordo com o registro, ele não teria aceitado a orientação dos seguranças.
O estudante que registrou a ocorrência é primo do herdeiro da marca esportiva. Ele relatou que chegou a entrar e sair pacificamente da área VIP, mas acabou envolvido na confusão que se estendeu para a rua.
Segundo o Metrópoles, ele levou um chute na nuca do herdeiro ligado à Lúcio. O empresário, por sua vez, afirmou que entrou na briga dentro do estabelecimento para proteger mulheres que estavam no local.
Posteriormente, a confusão teria avançado para a área externa do bar.
Depois da briga, as famílias dos envolvidos passaram a trocar mensagens por WhatsApp em uma tentativa de encerrar o conflito.
Em uma das conversas, um empresário que representava o filho teria convidado um dos envolvidos para tomar vinho.
Os grupos também chegaram a redigir uma espécie de carta de trégua. “Queremos reescrever o fim dessa história”, diz o comunicado.
Até o momento, o caso permanece registrado na Polícia Civil e as circunstâncias e responsabilidades pelas agressões deverão ser apuradas.
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