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Roubo de alianças recua 12,5% na capital paulista após ações contra receptadores

Foto: Divulgação/ SSPSP
A queda nos roubos é atribuída ao aumento do policiamento e investigações focadas na identificação de receptadores de joias  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/ SSPSP
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 07/08/2026, às 07h14



Os roubos de alianças registraram queda de 12,5% na cidade de São Paulo entre janeiro e maio deste ano. De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram contabilizadas 2.192 ocorrências no período, ante 2.505 casos registrados nos cinco primeiros meses de 2025.

Segundo a pasta, a redução é resultado da combinação entre o reforço do policiamento ostensivo nas regiões com maior incidência desse tipo de crime e o avanço das investigações voltadas à identificação de receptadores e organizações criminosas responsáveis por comprar, derreter e revender ouro sem comprovação de origem.

Cadeia econômica que sustenta roubos

A estratégia busca desarticular a cadeia econômica que sustenta os roubos, reduzindo a demanda por joias roubadas e, consequentemente, a rentabilidade da atividade criminosa.

"O combate ao roubo de alianças passa pelo enfrentamento da receptação. Nossas ações priorizam tanto a prisão dos autores dos roubos quanto a identificação de toda a cadeia que financia esse mercado ilegal. Atacar a receptação é reduzir a motivação econômica do crime e ampliar a proteção da população", afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

Operações atingem mercado clandestino

Um dos principais resultados das investigações ocorreu em maio, durante a Operação Ouro Reverso, conduzida pela 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Fraudes Financeiras do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Na ação, foi preso um dos principais negociadores de ouro e joias roubadas da capital paulista.

De acordo com a Polícia Civil, o investigado integrava uma organização criminosa que comprava joias roubadas para abastecer o mercado clandestino, incentivando novos crimes.

A operação apreendeu cerca de R$ 2,7 milhões em ouro e joias, além de R$ 157 mil em dinheiro. Também foram cassados os CNPJs de três estabelecimentos utilizados para o derretimento dos metais preciosos.

SSP investiga organização criminosa
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Investigações apontam suspeitos

As investigações ainda identificaram a ligação do suspeito com uma mulher presa em fevereiro de 2025, na Zona Sul da capital, apontada como financiadora de quadrilhas especializadas em roubos de joias e celulares.

Como desdobramento da apuração, a Justiça condenou o negociador e outros três comerciantes pelos crimes de organização criminosa e receptação qualificada. As investigações abrangeram fatos ocorridos entre 2020 e 2025, e todos foram sentenciados a sete anos de prisão em regime inicial fechado.

"O foco da investigação foi desarticular a cadeia que mantém esse tipo de crime. Além de identificar quem praticava os roubos, conseguimos chegar aos intermediários e aos comerciantes responsáveis por receber, transformar e reinserir essas joias no mercado. A condenação dos envolvidos reforça a consistência do trabalho investigativo e demonstra a importância de combater a receptação para reduzir esse tipo de delito", destacou o delegado Fernando David, responsável pelas investigações.

Prisões e recuperação de alianças

Além da Operação Ouro Reverso, outras ações recentes contribuíram para o enfrentamento desse tipo de crime.

Policiais do 16º Distrito Policial (Vila Clementino) prenderam um homem investigado por roubos de alianças e celulares na Zona Oeste da capital.

Já equipes do 92º Distrito Policial (Parque Santo Antônio) esclareceram cinco casos após prenderem em flagrante quatro suspeitos que utilizavam motocicletas para abordar as vítimas.

Em junho, a Operação Contrafeixe, realizada pelo Deic, recuperou 42 alianças durante o desmantelamento de um esquema de receptação de celulares e outros objetos roubados.

Reforço no policiamento

Paralelamente às investigações, a Polícia Militar mantém o reforço do policiamento ostensivo e preventivo em toda a capital.

O patrulhamento é direcionado com base em análises criminais e na concentração de ocorrências, ampliando a presença policial e a capacidade de resposta em áreas consideradas mais vulneráveis.

A Secretaria da Segurança Pública também reforça a importância do registro do boletim de ocorrência.

Segundo o órgão, as informações fornecidas pelas vítimas auxiliam na identificação do modo de atuação das quadrilhas, orientam as investigações da Polícia Civil e contribuem para o planejamento operacional da Polícia Militar.

O boletim de ocorrência pode ser registrado em qualquer unidade da Polícia Civil ou por meio da Delegacia Digital.

Classificação Indicativa: Livre

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