Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 14/06/2026, às 09h43
Presos por homicídio com dolo eventual por causa da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, os três homens não souberam explicar em depoimento à polícia como a jovem foi arremessada de uma plataforma de cerca de 40 metros para um salto de rope jump sem estar conectada a corda de segurança.
De acordo com a investigação policial, eles não possuem autorização para realizar o procedimento. Ainda segundo a polícia, a corda que deveria proteger a jovem permaneceu enrolada no chão da plataforma.
Maria Eduarda será sepultada no Cemitério Municipal de Jandira, região que morava com a família. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu em decorrência de múltiplos traumatismos após cair de uma altura de cerca de 40 metros da Ponte do Esqueleto, em Limeira.
Os três homens presos foram filmados levantando a vítima e, depois, a jogando do alto da ponte. São eles: Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27. Eles respondem por
por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte, mesmo sem intenção direta.
Outras três pessoas foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos, mas acabaram liberadas após a polícia concluir que não tiveram participação na preparação da vítima nem na inspeção dos equipamentos.
Segundo levantamento realizado pelo Metropóles, os três detidos exercem funções distintas.
Luis Felipe atua como bombeiro civil, de acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar. Já Vitor de Freitas tem como última ocupação registrada em sua Carteira de Trabalho a função de operador turístico. Natural de Bento Gonçalves (RS), ele estaria residindo em São Paulo há algum tempo. Enquanto Maicon Fernandes tem uma empresa de pós produção cinematográfica.

Em nota, a Prefeitura de Limeira informou que vai processar o Governo Federal na Justiça diante da omissão sobre a Ponte do Esqueleto. Desde o início do ano passado, a administração municipal vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área. A tragédia deste sábado (13), que resultou na morte de uma jovem de 21 anos, torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão.
Segundo o município, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do Governo Federal. A administração municipal e a Câmara Municipal, por iniciativa da vereadora Bruna Magalhães, já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. Nenhuma providência concreta foi adotada.
"Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade. "Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira", afirmou o prefeito Murilo Félix.
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