Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 24/09/2026, às 16h17
O estado de São Paulo chegou a 37 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo o balanço epidemiológico mais recente da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), divulgado nesta quinta-feira (24).
O caso mais recente é de um homem de 42 anos, morador da capital paulista e sem histórico de vacinação contra a doença.
Dos 37 diagnósticos registrados no estado, 33 são de moradores da capital, dois de São Bernardo do Campo, um de Guarulhos e um de Santo André.
Segundo a SES-SP, 27 dos 37 pacientes não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou estavam com o esquema vacinal incompleto.
As autoridades identificaram quatro cadeias de transmissão do sarampo em São Paulo ao longo de 2026.
A primeira ocorreu entre março e abril e foi associada a dois casos de pacientes vindos do exterior. A cadeia foi considerada encerrada após 12 semanas sem novos registros relacionados.
As outras três cadeias foram identificadas em junho, julho e agosto e continuam sendo acompanhadas pelas equipes de vigilância estaduais e municipais, de acordo com o portal Metrópoles.
Diante do aumento dos casos, o governo paulista reforça a importância da vacinação para evitar a circulação do vírus.
A Secretaria de Estado da Saúde recomenda que a população de 6 meses a 59 anos mantenha a vacinação contra o sarampo em dia. A vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos 645 municípios paulistas.
O esquema varia de acordo com a idade:
12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral;
15 meses: segunda dose.
Devem ter duas doses registradas na caderneta, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Devem ter pelo menos uma dose registrada na caderneta de vacinação.
Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.
Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias que vivem nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo continuam elegíveis para receber a chamada dose zero da tríplice viral.
A aplicação também pode ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância.
A dose zero, porém, não substitui as doses previstas no calendário de vacinação. Mesmo que a criança receba a vacina antes de completar 1 ano, deverá tomar a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Com o avanço dos casos no estado, a SES-SP reforça que a vacinação continua sendo a principal estratégia para interromper a transmissão do vírus e evitar novos registros da doença.
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