Polícia

Seis pessoas são presas após invadirem prédio da USP

Rovena Rosa/ Agência Brasil
Manifestantes invadiram o imóvel e deixaram três seguranças da instituição feridos  |   BNews SP - Divulgação Rovena Rosa/ Agência Brasil
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 09/06/2026, às 09h59



A polícia prendeu seis pessoas após tentarem invadir, na noite desta segunda-feira (8), o Prédio da Administração Central da Universidade de São Paulo (USP). Munidas de paus e cassetetes, pessoas usando capuz, entraram no imóvel e agrediram os seguranças, inclusive disparando rojões e fogos de artifício contra eles. O ato aconteceu após a votação do fim da greve que durou quase 60 dias.

Os policiais foram acionados e, logo em seguida, os invasores foram retirados. As portarias do prédio foram liberadas. Membros da guarda universitária sofreram escoriações e, pelo menos, três tiveram ferimentos com mais gravidade. Eles foram levados ao Hospital Universitário.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP afirmou que não tem relação com o ocorrido.

A USP informou que por volta de 19h pessoas encapuzadas entraram no imóvel e agrediram os seguranças. Elas também teriam realizado o disparo de rojões e fogos de artifício.

Com os manifestantes, a polícia encontrou fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, um megafone, uma marreta e um estilingue. O material foi apreendido e a perícia foi acionada. Foram constatados danos em mobília e equipamentos da universidade.

O caso foi registrado no 7º Distrito Policial da Lapa como lesão corporal de natureza grave e dano ao patrimônio público. Os manifestantes foram ouvidos e liberados.

Alunos encerram greve

Os estudantes da USP votaram, durante assembleia, pelo fim da greve, na noite desta segunda-feira (8). Por meio do DCE (Diretório Central dos Estudantes), os alunos decidiram acabar com a paralisação.

A greve que se estendeu quase 60 dias, teve início no dia 14 de abril. A paralisação atingiu mais de 100 cursos desde o início. Após três rodadas de negociação sem acordo, a reitoria considerou encerrado o diálogo com os discentes, em meio a divergências sobre as pautas abordadas.

Ao todo, somaram 323 votos pelo fim da paralisação, contra 255 para a continuação das reivindicações, pelo menos sete estudantes presentes se abstiveram do pleito. 

Ocupação da reitoria

No início de maio, os universitários que participaram da greve derrubaram um portão e conseguiram ocupar a reitoria da instituição. Os manifestantes pediam a reabertura da mesa de negociação entre o comando da greve e o reitor Aluísio Segurado.

A Tropa de Choque da PM cercou o prédio, após três dias, enquanto os alunos dormiam e realizou a desocupação.

Em nota, a Reitoria da USP lamentou a invasão do prédio e declarou que o ato foi uma "escalada de violência com danos ao patrimônio público".

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