Polícia

Síndico admite ter matado corretora desaparecida e leva polícia até o corpo; veja motivação

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Corpo de Daiane Alves Souza foi localizado em área de mata após o suspeito levar a polícia até o local; filho do síndico também foi preso  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

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Publicado em 28/01/2026, às 14h33



O síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou à Polícia Civil de Goiás ter matado a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, que estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025, em Caldas Novas, no sul do estado.

O corpo da vítima foi encontrado em uma área de mata após o próprio suspeito indicar o local aos investigadores. Segundo a polícia, Daiane estava em estágio avançado de decomposição.

Cléber foi preso na madrugada desta quarta-feira (28), suspeito de homicídio. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi detido e é investigado por possível participação no crime.

Um porteiro do condomínio onde a vítima morava e trabalhava foi conduzido para prestar depoimento, enquanto a polícia apura o envolvimento de cada pessoa, as informaçõe são do Metrópoles.

sindico que matou corretora
Reprodução: TV Globo

Discussão no subsolo antecedeu o crime, diz suspeito

Em depoimento, Cléber afirmou que o crime ocorreu após uma discussão intensa no subsolo do prédio, no mesmo dia em que Daiane foi vista pela última vez. De acordo com a versão apresentada, ele teria agido sozinho e, após matar a corretora, colocou o corpo na carroceria de sua picape antes de deixar o condomínio.

A confissão contradiz o primeiro relato dado pelo síndico à polícia. Inicialmente, ele afirmou que não havia saído do prédio naquela noite. No entanto, imagens de câmeras de segurança analisadas mostram Cléber deixando o condomínio por volta das 20h, dirigindo o veículo citado no depoimento mais recente.

Câmeras, celular e rotina levantaram suspeitas

Daiane desapareceu após descer ao subsolo para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Imagens registraram a corretora entrando no elevador e conversando com o porteiro sobre o problema.

Em seguida, há um intervalo de aproximadamente dois minutos nas gravações, justamente no momento em que ela retorna ao subsolo. Não existem registros que mostrem a vítima saindo do prédio depois disso.

Após semanas de apuração, análises técnicas, oitivas e cruzamento de informações, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica completa do crime e o grau de participação dos envolvidos.

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