Polícia
O desaparecimento da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, teve um desfecho trágico em Caldas Novas, no sul de Goiás. O corpo da vítima foi localizado pela polícia na madrugada desta terça-feira, após uma força-tarefa intensificar as buscas. A confirmação encerrou dias de incerteza, mas abriu uma nova etapa nas investigações.
O síndico do prédio onde Daiane morava, Cleber Rosa de Oliveira, foi preso nas primeiras horas da manhã. Ele foi levado à delegacia junto com o filho, que também acabou detido. Segundo a Polícia Civil, o próprio síndico indicou o local onde o corpo havia sido ocultado, colaborando com a localização da vítima.
De acordo com as autoridades, o corpo de Daiane estava em uma região de mata dentro do município. A área foi cercada ainda durante a madrugada, e os trabalhos contaram com equipes especializadas. O achado ocorreu após diligências intensas, iniciadas a partir de informações consideradas decisivas para o avanço do caso.
A polícia informou que o corpo foi encontrado já sem vida e encaminhado para exames periciais. O objetivo é esclarecer a causa da morte e reunir elementos técnicos que possam reforçar a responsabilização criminal dos envolvidos.
As investigações apontam que Daiane teria sido morta no mesmo dia em que desapareceu. Em seguida, o corpo teria sido colocado na caçamba de um carro e abandonado em local afastado. A dinâmica do crime ainda está sendo detalhada, e novas informações devem ser divulgadas nos próximos dias.
Antes do crime, Cleber Rosa de Oliveira já havia sido alvo de uma denúncia formal por perseguição contra Daiane. Segundo o Ministério Público de Goiás, o síndico teria adotado comportamentos reiterados que colocavam em risco a integridade física e psicológica da corretora entre fevereiro e outubro de 2025.
A denúncia também menciona possíveis atos de sabotagem envolvendo serviços essenciais. Há indícios de interferência no fornecimento de água, energia elétrica, gás e internet em imóveis administrados por Daiane. Essas ações teriam intensificado o clima de hostilidade, agravando o conflito entre as partes.
As desavenças teriam começado após um desacordo relacionado à locação de um apartamento. O imóvel, sob responsabilidade de Daiane, teria sido alugado para um número de pessoas acima do permitido pelas regras do prédio, o que gerou atritos diretos com o síndico.
Cleber e o filho foram conduzidos à delegacia de Caldas Novas para prestar depoimento. Até o momento, a polícia não detalhou qual teria sido a participação do filho no crime. A apuração segue em andamento, e novas prisões não estão descartadas.
O Uol procurou a defesa de Cleber Rosa de Oliveira e aguarda manifestação oficial. Em nota divulgada antes da prisão, os advogados afirmaram que o síndico vinha colaborando com as autoridades e fornecendo informações relevantes para a elucidação do caso.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás, que trabalha para esclarecer todas as circunstâncias do crime e definir as responsabilidades legais.
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