Política
por Marcela Guimarães
Publicado em 13/10/2026, às 23h53
O ato de apoio à reeleição do presidente Lula (PT) realizado na noite desta terça-feira (13), no Largo da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, foi marcado por discursos mais combativos e pela defesa de uma postura menos moderada da esquerda.
Com jovens lideranças à frente da manifestação, participantes defenderam o abandono da chamada “esquerda paz e amor” e convocaram apoiadores a intensificar a mobilização eleitoral.
A manifestação reuniu trabalhadores da região da Avenida Brigadeiro Faria Lima e teve a participação de nomes recém-eleitos para cargos legislativos.
Enquanto os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) acompanharam os discursos do palco, a condução política do evento ficou principalmente com os representantes mais jovens.
Leonardo Grandini (PT), de 24 anos, eleito pela primeira vez para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), defendeu uma atuação de enfrentamento aos adversários políticos.
Durante a campanha, ele havia afirmado que seria o maior inimigo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estado. No comício, falou em resistência e declarou que agora é “guerra”, após cantar com o público uma provocação dirigida ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Duda Hidalgo (PT), de 27 anos, também adotou o mesmo tom em seu discurso. Eleita deputada estadual por Ribeirão Preto, município considerado um reduto bolsonarista no estado, ela defendeu o direito das mulheres de serem o que quiserem e mencionou sua bissexualidade.
Ao encerrar a fala, citou um trecho de um jingle de oposição a Flávio Bolsonaro (PL).
A deputada federal recém-eleita Natália Boulos (PSOL) seguiu a linha e afirmou que os apoiadores poderiam “contar com ela para amassar os bolsonaristas no Congresso”.
Já Sofia Favero (PSOL), terceira candidata mais votada para a Alesp, declarou que travestis representam o terror dos fascistas. Em seguida, direcionou críticas à vereadora de Praia Grande Eduarda Campopiano (PL).
E vamos colocar a Eduarda Campopiano na lata de lixo da história”, afirmou ela.
Os deputados Guilherme Cortez e Erika Hilton, ambos do PSOL, foram recebidos com aplausos e pediram empenho dos apoiadores nos 12 dias seguintes. Os dois se colocaram em oposição a Flávio e ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
“Temos o dever de virar voto e reeleger o presidente Lula. Somos chamados à resistência, à valentia”, declarou Erika. Na sequência, a parlamentar afirmou: “Eles vão perder pela arrogância porque ninguém é capaz de frear um povo que sabe o que está em jogo”.
O evento também contou com a exibição de um vídeo da cantora Anitta em um telão. Na gravação, ela pediu que o público identificasse quais candidatos defendem o fim da escala de trabalho 6x1 e quais seriam contrários aos trabalhadores.
A manifestação no Largo da Batata foi a segunda mobilização de apoiadores de Lula na capital paulista desde domingo (11), quando o presidente esteve em um ato na Avenida Paulista.
Além de Erika Hilton e Guilherme Cortez, estiveram presentes a primeira-dama Janja da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
*Com apuração do UOL
Classificação Indicativa: Livre
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