Política
por Andrezza Souza
Publicado em 19/05/2026, às 07h00
Pacientes diagnosticados com um dos tipos mais agressivos de câncer de mama poderão contar com uma nova possibilidade terapêutica no Brasil.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma ampliação de uso para um medicamento já registrado no país, permitindo que ele passe a ser utilizado em uma nova etapa do tratamento para casos específicos da doença.
A decisão foi publicada nesta segunda-feira (18), no Diário Oficial da União, e envolve o medicamento Enhertu, que tem como princípio ativo a trastuzumabe deruxtecana.
A partir da atualização aprovada pela agência, o remédio poderá ser utilizado em combinação com o pertuzumabe como tratamento de primeira linha para pacientes adultos com câncer de mama HER2-positivo irressecável ou metastático.
O câncer de mama HER2-positivo representa aproximadamente 20% dos diagnósticos da doença e costuma estar associado a formas mais agressivas, com maior risco de progressão e pior prognóstico, especialmente em estágios avançados.
Em casos metastáticos, quando o câncer se espalha para outras partes do corpo, a doença ainda é considerada incurável, tornando a ampliação de alternativas terapêuticas um tema relevante para especialistas e pacientes.
Segundo informações divulgadas pela Anvisa, a aprovação foi baseada em resultados de estudos que demonstraram ganhos considerados clinicamente relevantes.
Os dados apontaram melhora estatisticamente significativa na chamada sobrevida livre de progressão, indicador utilizado para avaliar o tempo em que a doença permanece controlada sem piora do quadro clínico.
Além da decisão relacionada ao câncer de mama, a publicação oficial também apresentou mudanças envolvendo outros produtos biológicos e medicamentos registrados no país.
Entre os processos analisados estão pedidos de ampliação de uso, alterações de indicação terapêutica, mudanças em posologia, registros de novos produtos e atualizações relacionadas a processos de fabricação.
A medida envolvendo o Enhertu entra em vigor a partir da publicação oficial e representa mais um avanço regulatório relacionado ao tratamento oncológico no país.
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