Política
por Andrezza Souza
Publicado em 19/06/2026, às 07h30
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (18), o recolhimento de lotes dos antibióticos Polycid® e fosfato de clindamicina, após identificar desvios de qualidade que podem comprometer a segurança dos pacientes. A medida também inclui um lote de solução fisiológica e todas as preparações produzidas por uma farmácia de manipulação investigada por comercialização irregular de medicamentos.
Os produtos afetados não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados, conforme determinação da agência reguladora. A decisão foi publicada após análises que identificaram problemas de qualidade e descumprimento das normas sanitárias.
Entre os medicamentos atingidos está o lote 2519879 do Polycid® 500.000 UI, antibiótico injetável utilizado no tratamento de infecções graves.
Segundo a Anvisa, a fabricante União Química Farmacêutica Nacional S/A informou o desvio de qualidade e iniciou voluntariamente o recolhimento do lote, que não deve mais ser utilizado por hospitais, clínicas ou pacientes.
Outro medicamento alvo da fiscalização é o lote 24101854 do fosfato de clindamicina 150 mg/ml, solução injetável produzida pela Hypofarma – Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda.
Durante a inspeção, foi constatada a presença de corpos estranhos e precipitados dentro dos frascos lacrados, situação que pode comprometer a segurança do medicamento e motivou o recolhimento imediato do lote.
A Anvisa também determinou o recolhimento do lote 2513588 da Solução Fisiológica de Cloreto de Sódio Equiplex 9 mg/ml, com validade até 30 de junho de 2027.
De acordo com a agência, o produto apresentou desvio de qualidade durante a fiscalização e, por isso, não pode continuar sendo comercializado, distribuído ou utilizado em serviços de saúde.
Além dos medicamentos industrializados, a Anvisa determinou o recolhimento de todas as preparações magistrais produzidas pela Farmácia J do Jabour Ltda – ME.
A fiscalização identificou que a empresa comercializava medicamentos manipulados padronizados, sem individualização e sem prescrição emitida por profissional habilitado. Os produtos eram divulgados no site da empresa e em redes sociais, inclusive com nomes comerciais estampados nos rótulos, prática considerada irregular pela legislação sanitária.
A orientação da Anvisa é para que pacientes, profissionais de saúde e estabelecimentos verifiquem os lotes dos medicamentos antes do uso e interrompam imediatamente a utilização dos produtos afetados. A agência reforça que o recolhimento tem como objetivo reduzir riscos à saúde e garantir a segurança dos tratamentos oferecidos à população.
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