Política
por Marina do Val
Publicado em 19/10/2026, às 16h30
A paralisação surpresa de motoristas e cobradores que operam o sistema de ônibus na Zona Sul de São Paulo chegou ao fim no início da tarde desta segunda-feira, (19).
O encerramento do movimento foi confirmado pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo após uma reunião emergencial com representantes dos trabalhadores da empresa Transwolff e da SPTrans, responsável pelo gerenciamento do sistema na capital.
Iniciada nas primeiras horas da manhã, a greve afetou diretamente a rotina de cerca de 267 mil passageiros que dependem do transporte público na região.
A mobilização paralisou a operação do lote D10, composto por veículos de cor azul-claro, afetando dezenas de itinerários para o deslocamento dos moradores da Zona Sul. Já as linhas do lote D11, operadas por ônibus de cor vinho, mantiveram o atendimento normal durante todo o dia.
O estopim do protesto esteve atrelado a reivindicações trabalhistas relacionadas ao encerramento do contrato com a antiga concessionária.
A SPTrans passou a responder pela administração dos contratos após a Prefeitura de São Paulo romper com a Transwolff devido a investigações sobre suspeitas de envolvimento da empresa com o crime organizado.
Os funcionários alegavam falta de transparência e atrasos na comprovação dos depósitos referentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), contribuições com o INSS e pendências de rescisões ou acordos judiciais.
Durante a manhã, a administração municipal classificou o ato como ilegal por descumprir o prazo de aviso prévio de 72 horas exigido para a paralisação de serviços essenciais.
Como medida corretiva e emergencial para conter o caos no trânsito, a prefeitura acionou o plano Paese para cobrir 37 das linhas mais críticas e solicitou apoio policial reforçado nas proximidades das garagens envolvidas.
Em nota, o poder público reiterou que os salários e benefícios dos trabalhadores estão em dia e que as obrigações previdenciárias e trabalhistas vêm sendo depositadas diretamente em juízo enquanto o processo tramita na Justiça.
Com a conclusão favorável das negociações no início da tarde, os funcionários concordaram em retornar ao trabalho.
A frota do lote D10 começou a deixar os pátios gradualmente para restabelecer a normalidade do serviço e regularizar o fluxo de passageiros nos pontos e terminais da Zona Sul.
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