Política
Após uma pesquisa do instituto AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, indicar empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno, o Partido Liberal (PL) passou a projetar crescimento do senador nas próximas rodadas de levantamento.
O partido avalia que o desempenho tende a melhorar à medida que Flávio intensificar sua presença nos estados e ampliar o contato direto com o eleitorado.
Nos bastidores da pré-campanha, a leitura é de que o desconhecimento fora de alguns redutos eleitorais ainda limita o potencial do senador. Por isso, lideranças do PL defendem o início de um tour nacional. As informações são da CNN Brasil.
De acordo com o levantamento, Lula apresenta rejeição de 48,2%, enquanto Flávio registra 46,4%. A diferença apertada reforçou, entre aliados, a avaliação de que o senador carrega parte da resistência associada ao sobrenome Bolsonaro, mas que existe margem para diminuir essa rejeição.
Integrantes da campanha avaliam que a exposição pessoal, com agendas presenciais e discursos direcionados a públicos diversos, pode suavizar a percepção negativa junto a eleitores indecisos.
O risco, reconhecem aliados, é o efeito inverso: tornar o senador mais conhecido e, ao mesmo tempo, aumentar a rejeição. Ainda assim, a direção do PL considera que o movimento é necessário para consolidar Flávio como alternativa competitiva no campo da direita.
Desde que foi confirmado como pré-candidato do PL, no fim do ano passado, Flávio Bolsonaro passou longos períodos fora do país, com viagens pelos Estados Unidos, Europa e Oriente Médio.
No retorno ao Brasil, tem se dedicado a atuar como mediador deconflitos internos do partido, incluindo embates envolvendo Eduardo Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira.
Nas redes sociais, o senador também tem feito acenos a eleitores moderados, adotando discursos de conciliação e valorização de pautas culturais, como o Carnaval.
Em outra frente, apresentou uma PEC do fim da reeleição, defendendo mandato único para presidente da República, iniciativa que, segundo ele, busca sinalizar um projeto de país, e não apenas pessoal.
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