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Ato pró-Lula é cancelado em SP neste domingo; saiba o motivo

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Divergências entre grupos de esquerda e eventos concorrentes resultaram no cancelamento do ato programado para o Vale do Anhangabaú  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 16/10/2026, às 07h26



O ato em apoio à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), previsto para domingo (18), em São Paulo, foi cancelado formalmente. A mobilização, inicialmente planejada para o Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista, foi barrada pela prefeitura sob a justificativa de risco de alagamento. Em seguida, divergências entre grupos de esquerda impediram a realização do evento no Largo da Batata, em Pinheiros.


Diante do impasse, a União Nacional dos Estudantes (UNE) pretende direcionar a mobilização para bairros periféricos da cidade. A estratégia é promover atividades de panfletagem e ampliar a busca por votos para Lula.


O ato central havia sido articulado em um grupo de WhatsApp que reúne diferentes organizações de esquerda. O Movimento Revoluciona Brasil (MRB), que se apresenta como apartidário e defensor de pautas sociais e dos trabalhadores, assumiu a organização da manifestação perante os órgãos públicos.

Grande evento do PL


Como a Avenida Paulista já estava reservada para um grande evento de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), previsto para o mesmo domingo, os organizadores pró-Lula escolheram inicialmente o Vale do Anhangabaú como local da mobilização.


Na quarta-feira, porém, após o alagamento de um túnel sob o vale, a Subprefeitura da Sé informou que não autorizaria a realização do ato no espaço, alegando risco de novos alagamentos. A decisão foi tomada apesar da ausência de previsão de chuva forte para domingo. No local, também está previsto um evento privado organizado pela concessionária Novo Anhangabaú durante a tarde.


Disputa pelo Largo da Batata


Após a restrição ao uso do Anhangabaú, o MRB anunciou nas redes sociais que transferiria a manifestação para o Largo da Batata, em Pinheiros. Antes que o grupo protocolasse os ofícios comunicando a realização do ato à subprefeitura da região e à Polícia Militar, a UNE teria apresentado sua própria solicitação, assegurando prioridade na utilização do espaço.


Segundo apuração da coluna, no entanto, os estudantes não pretendem ocupar efetivamente o local. A estratégia seria manter o Largo da Batata reservado para impedir que ele seja utilizado pela manifestação inicialmente organizada pelo MRB, diante do receio de episódios de violência.


Um dos motivos de preocupação é o acesso à região pela Linha 4-Amarela do metrô, que também atende a área da Avenida Paulista. A circulação de apoiadores de Lula e de Flávio Bolsonaro pelo mesmo sistema de transporte poderia aumentar o risco de confrontos entre os grupos.


Temor de novos episódios de vandalismo


Outra preocupação envolve a possibilidade de os manifestantes organizarem uma caminhada até a sede do Google, localizada na região financeira da Faria Lima, conforme vinha sendo anunciado pelos organizadores.


A avaliação dos estudantes seria evitar que a mobilização se transforme em um novo episódio de violência ou vandalismo, como os registrados no domingo anterior. As ocorrências passaram a ser exploradas por apoiadores do bolsonarismo como argumento contra a campanha de Lula.


Com a desistência do ato central e a mudança de estratégia da UNE, a mobilização da esquerda deverá se concentrar em atividades descentralizadas nas periferias da capital paulista, com foco na distribuição de materiais de campanha e na tentativa de conquistar eleitores.

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