Política
por Andrezza Souza
Publicado em 27/05/2026, às 19h20
Brasil alcançou o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) já registrado desde o início da série histórica e passou, pela primeira vez, a integrar o grupo de países classificados com “muito alto desenvolvimento humano”. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
O índice brasileiro chegou a 0,805 em 2024, superando os resultados dos anos anteriores e consolidando a recuperação do país após os impactos sociais provocados pela pandemia da Covid-19.
O levantamento mostra que o Brasil vinha registrando crescimento gradual no indicador desde 2012, quando o índice era de 0,744. Durante os anos da pandemia, houve retração nos indicadores sociais, principalmente nas áreas de renda e expectativa de vida. Após esse período, o país voltou a apresentar evolução contínua até atingir o melhor desempenho da história.
Segundo o relatório, a educação foi a dimensão que mais contribuiu para o avanço do desenvolvimento humano brasileiro nos últimos anos.
Os dados apontam melhora em indicadores ligados ao acesso à escola, permanência dos estudantes e evolução educacional da população. O estudo também considera critérios relacionados à renda e à expectativa de vida.
Especialistas ligados ao levantamento afirmam que o resultado reflete avanços acumulados em políticas públicas voltadas à inclusão social, ampliação do acesso à educação e fortalecimento de programas de renda.
Apesar do resultado histórico, o relatório alerta que desigualdades sociais, raciais e regionais continuam impactando diretamente o desenvolvimento humano no Brasil.
Quando o índice é recalculado considerando fatores ligados à desigualdade, o desempenho brasileiro sofre queda significativa. Segundo o levantamento, parte da população ainda vive em condições inferiores às apontadas pela média nacional.
Os dados também mostram diferenças entre os índices registrados pela população branca e negra, além de disparidades relacionadas à renda entre homens e mulheres.
Ainda assim, o estudo aponta que essa distância diminuiu ao longo da última década.
Entre as unidades da federação, o Distrito Federal aparece com o maior índice do país, seguido por São Paulo.
Na outra ponta do ranking estão Maranhão e Alagoas, que registraram os menores resultados nacionais, embora todos os estados brasileiros estejam atualmente classificados, no mínimo, na faixa de “alto desenvolvimento humano”.
O relatório destaca que os próximos desafios do Brasil envolvem redução das desigualdades e ampliação do acesso a oportunidades econômicas e educacionais para grupos historicamente mais vulneráveis.
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