Política

Calor e estiagem colocam consumo de água em alerta na Grande SP

Foto: Divulgação/Governo de São Paulo.
Com temperaturas elevadas e baixa umidade do ar, governo reforça uso consciente da água em municípios atendidos pelo sistema metropolitano  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Governo de São Paulo.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 24/04/2026, às 15h02



A combinação de calor intenso e baixa umidade do ar acendeu um sinal de atenção para o consumo de água na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo a Agência SP, a chegada de uma massa de ar seco ao estado deve elevar as temperaturas e reduzir os índices de umidade para níveis considerados prejudiciais à saúde, cenário típico do início do período de estiagem.

Diante desse quadro, o Governo de São Paulo reforça a necessidade de uso racional da água, especialmente nos municípios abastecidos pelo Sistema Integrado Metropolitano (SIM), responsável por reunir as principais represas que atendem a metrópole.

Foto: Freepik.
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Reservatórios em nível intermediário

Em meados de abril, o SIM operava com 56% de sua capacidade de armazenamento. O índice coloca o sistema na chamada faixa 3 de atuação, dentro de uma escala que orienta medidas de gestão hídrica conforme o nível dos reservatórios.

Nessa etapa, as ações priorizam a prevenção, o combate a perdas e o incentivo ao consumo consciente por parte da população.

A classificação faz parte de uma metodologia que divide a operação em sete faixas, com níveis progressivos de criticidade.

As decisões são baseadas em monitoramento constante de variáveis como volume de chuvas, consumo e capacidade de reservação, permitindo ajustes conforme a evolução do cenário.

Pressão reduzida à noite

Uma das medidas já adotadas para conter o desperdício é a redução da pressão da água durante a madrugada. Implementada em agosto do ano passado, a estratégia ocorre no período entre 19h e 5h e tem como objetivo preservar os mananciais.

De acordo com os dados oficiais, a ação já resultou na economia de mais de 115 bilhões de litros de água, volume suficiente para abastecer toda a região metropolitana por um mês. Na atual fase, a redução noturna é ampliada para até 10 horas diárias.

Escala prevê cenários mais críticos

O modelo de gestão prevê respostas mais rigorosas caso os níveis dos reservatórios continuem a cair. Nas faixas intermediárias, consideradas de contingência controlada, há ampliação do tempo de redução de pressão na rede.

Já no cenário mais extremo, podem ser adotados rodízios no abastecimento, além do uso de caminhões-pipa para serviços essenciais.

Classificação Indicativa: Livre

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