Política

Casas de apostas notificam grandes emissoras sobre rescisão de contratos em caso de proibição do governo

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Notificação formal prevê o fim imediato de patrocínios milionários na TV aberta caso sanções federais inviabilizem as operações do setor no Brasil  |   BNews SP - Divulgação Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 24/09/2026, às 14h07



Empresas de 'bets' já alertaram as grandes emissoras de TV sobre o cancelamento de patrocínios milionários caso o presidente Luís Inácio Lula da Silva assine um veto ou sanção que proíba a atividade no país. 

As principais empresas de apostas esportivas e jogos virtuais, conhecidas como bets, enviaram notificações formais às grandes redes de televisão brasileiras, incluindo Globo, Band e RedeTV!. 

O comunicado apurado pela coluna da Folha de São Paulo "Outro Canal" alerta que os contratos de patrocínio e publicidade mantidos entre as partes serão rescindidos de forma imediata caso o presidente Lula vete ou sancione restrições severas às operações das plataformas no Brasil. 

A indústria das apostas tornou-se nos últimos anos uma das maiores fontes de receita para o meio televisivo, injetando centenas de milhões de reais em cotas de patrocínio de transmissões esportivas, programas de entretenimento e inserções nos intervalos comerciais.

Impacto nas emissoras

Diante dos alertas enviados pelas plataformas de apostas, os departamentos comerciais das emissoras já trabalham com planos de contingência e cenários de risco. 

A eventual perda desses anunciantes deixaria um grande rombo no orçamento planejado para a grade de programação e cobertura de eventos esportivos. A Globo, Band e RedeTV! figuram entre as redes mais impactadas pela forte presença comercial das casas de apostas em seus horários nobres e eventos esportivos de grande audiência.

Alegações contratuais e cenário político

As empresas de bets alegam cláusulas de "força maior" ou mudanças regulatórias no ambiente de negócios para justificar a suspensão sem penalidades contratuais, argumentando que a impossibilidade de operar no mercado brasileiro inviabiliza qualquer investimento em publicidade local. 

O tema segue sob forte debate no governo federal e no Congresso Nacional, dividindo opiniões sobre a regulamentação, tributação e os impactos sociais e econômicos do setor no país. Enquanto a decisão final não é tomada, o mercado de mídia permanece em apreensão máxima para eventuais perdas milionárias.

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