Política

Caso Henrique Maderite: sinal de Frank na orelha pode indicar risco de infarto?

Foto: Reprodução/Redes sociais
Dobra no lóbulo ganhou atenção após a morte de Henrique Maderite e levanta debate sobre saúde cardiovascular  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes sociais
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

[email protected]

Publicado em 10/02/2026, às 13h42



Uma pequena dobra diagonal no lóbulo da orelha, quase sempre ignorada no dia a dia, voltou ao centro das discussões médicas e nas redes sociais.

Conhecida como sinal de Frank, essa marca ganhou destaque após a morte do empresário e influenciador Henrique Maderite, que faleceu aos 50 anos vítima de um infarto fulminante.

Relatos apontam que ele apresentava a característica prega na orelha, o que reacendeu questionamentos se pode ser um alerta para problemas no coração, as informações são da Veja Saúde.

O que é o sinal de Frank e por que ele chama atenção

O sinal de Frank é uma prega diagonal no lóbulo da orelha, geralmente inclinada em cerca de 45 graus. A marca foi descrita pela primeira vez em 1973 pelo médico americano Sanders T. Frank, que observou o padrão em pacientes com indícios de doença arterial coronariana.

Desde então, o sinal passou a ser estudado como um possível marcador físico de risco cardiovascular. Pesquisas ao longo das décadas apontaram que pessoas com essa dobra apresentam, com maior frequência, alterações nas artérias do coração, especialmente quando o sinal aparece nas duas orelhas e é bem definido.

Estudos clínicos indicam que a presença do sinal de Frank pode estar associada a fatores como aterosclerose, hipertensão e colesterol elevado, mas os especialistas reforçam: ele não é um diagnóstico por si só.

Henrique Maderite
Foto: reprodução

O que dizem os estudos e qual é o real valor clínico

Pesquisas realizadas no Brasil e no exterior mostram que pessoas com o sinal de Frank têm maior probabilidade estatística de apresentar doença coronariana, mas a sensibilidade do sinal é limitada. Em outras palavras, nem todos os pacientes cardíacos apresentam a dobra, e nem todas as pessoas com a dobra têm problemas no coração.

Segundo cardiologistas, o maior valor do sinal está no chamado valor preditivo positivo: quando a marca está presente, especialmente em pessoas com menos de 60 anos, a chance de existir alguma alteração cardiovascular é mais alta.

Por isso, o sinal de Frank pode funcionar como uma ferramenta de triagem clínica, simples e sem custo. Ele ajuda médicos a decidirem quando investigar com mais atenção fatores de risco, mesmo em pacientes sem sintomas aparentes.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp