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Como fica o transporte em SP com a greve dos ferroviários da CPTM

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Na manhã desta terça-feira, passageiros enfrentam dificuldades devido à greve dos ferroviários da CPTM, afetando várias linhas  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação Governo de SP
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 04/08/2026, às 06h46 - Atualizado às 06h46



Os passageiros dos trens metropolitanos enfrentam dificuldades na manhã desta terça-feira (4), devido à greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

A paralisação atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, impactando cerca de 850 mil usuários.

Por volta das 6h, apenas a Linha 11-Coral operava de forma parcial, no trecho entre as estações Barra Funda e Guaianases. Já as linhas 12-Safira, que liga Calmon Viana ao Brás, e 13-Jade, que conecta Engenheiro Goulart ao Aeroporto de Guarulhos, permaneciam totalmente paralisadas.

Estações foram abertas mais cedo


Para reduzir os impactos da greve, o Metrô de São Paulo informou que todas as suas linhas operavam normalmente e antecipou a abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h da manhã.

Além disso, a companhia reforçou a operação com a circulação de trens extras e o aumento do número de funcionários nas estações Corinthians-Itaquera, Brás e Palmeiras-Barra Funda, que concentram a integração com a CPTM e registram maior fluxo de passageiros durante o horário de pico.

Rodízio de veículos suspenso

Por causa da greve dos ferroviários, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta terça-feira (4).

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o trânsito na capital já registrava índices acima da média por volta das 6h.

Na zona leste, principal região atendida pelas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, a lentidão era cerca de 40% maior do que o esperado para o horário.

O que diz a CPTM


Em nota, a CPTM informou que colocou em prática um plano de contingência para minimizar os impactos da paralisação nas linhas 11-Coral e 12-Safira. Já a Linha 13-Jade e o serviço Expresso Aeroporto permanecem totalmente suspensos.

A companhia destacou ainda que a greve não afeta as demais linhas ferroviárias da Região Metropolitana.

As linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas pela iniciativa privada, operam normalmente. A Linha 10-Turquesa, que continua sob gestão da CPTM, também segue em funcionamento sem alterações.

Plano de apoio
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Plano de Apoio


Em razão da paralisação dos ferroviários, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta terça-feira (4).

Para reduzir os impactos aos passageiros, também foi acionado o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), serviço gratuito de transporte utilizado em casos de interrupção ou falhas na operação de trens, metrô e ônibus.

Reforço de ônibus

Ao todo, 128 ônibus foram disponibilizados para atender os usuários afetados pela greve.

De acordo com o Governo de São Paulo, na Linha 11-Coral os coletivos fazem o percurso entre as estações Estudantes e Corinthians-Itaquera.

Na Linha 12-Safira, a operação ocorre no trecho entre São Miguel Paulista e Calmon Viana. Já na Linha 13-Jade, os ônibus circulam entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.

Segurança reforçada

A Polícia Militar intensificou o policiamento preventivo no entorno das estações da CPTM, terminais de transporte e outros pontos de grande circulação de pessoas para reforçar a segurança, prevenir ocorrências e dar apoio ao deslocamento dos passageiros durante a greve. O policiamento de trânsito também foi ampliado nas regiões mais afetadas para minimizar os impactos na mobilidade.
As ações são monitoradas em tempo real pelo Centro Integrado de Operações Coordenadas (CIOC), instalado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que funciona 24 horas por dia e reúne os órgãos responsáveis pelo acompanhamento da operação e pela resposta a eventuais ocorrências.

Decisão judicial e negociações

Mesmo após as negociações com o Governo de São Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil manteve a paralisação.
Diante da decisão, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos.

Sindicato pode pagar multa

Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.
Segundo o governo estadual, durante reunião realizada na segunda-feira (3), foram reafirmados compromissos com a preservação dos empregos e com a análise de propostas de interesse da categoria.
Entre elas estão a possibilidade de absorção de empregados por outros órgãos da administração estadual, a discussão sobre a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).

O que diz o Governo de SP

Em nota, o Governo de São Paulo lamentou a manutenção da greve e afirmou que a paralisação prejudica o deslocamento de milhares de trabalhadores, estudantes e demais passageiros que utilizam diariamente o sistema ferroviário da Região Metropolitana.

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