Política
O Consórcio Rota Mogiana foi oficialmente declarado vencedor da concessão de um amplo lote rodoviário no interior de São Paulo, após a conclusão da etapa de habilitação pelo governo estadual. A informação foi divulgada pela Agência SP.
A proposta vencedora chamou atenção pelo ágio expressivo de 187.007,54% em relação ao valor mínimo previsto em edital. O consórcio apresentou uma oferta de outorga fixa de R$ 1,08 bilhão, superando outras três concorrentes na disputa realizada na B3.
Com a habilitação concluída, o projeto entra agora nas fases de homologação e adjudicação. Na sequência, será feita a assinatura do contrato, etapa que deve ocorrer em até 60 dias, prazo para o início da transição operacional da futura concessionária.
Segundo o governo, o modelo adotado prioriza segurança jurídica e competitividade, fatores considerados essenciais para atrair investimentos robustos e garantir a execução das obras previstas.
Ao longo dos 30 anos de concessão, estão previstos R$ 9,4 bilhões em investimentos. O pacote inclui uma série de intervenções estruturais para ampliar a capacidade das rodovias e melhorar as condições de tráfego.
Entre as principais obras estão mais de 217 quilômetros de duplicações, 86 quilômetros de vias marginais e 138 quilômetros de faixas adicionais. Também estão previstas 58 novas passarelas e 129 dispositivos de acesso e interseção, com foco em segurança e fluidez.
A concessão abrange 520 quilômetros de rodovias, conectando a Região Metropolitana de Campinas a Ribeirão Preto e à divisa com Minas Gerais. O corredor logístico é considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola, além de fortalecer a integração industrial e o turismo regional.
A expectativa é que cerca de 2,3 milhões de pessoas em 22 municípios sejam beneficiadas diretamente, além da geração de aproximadamente 11 mil empregos diretos e indiretos ao longo do contrato.
O modelo também prevê redução nas tarifas de pedágio em diversas praças, com quedas que podem chegar a até 29%. A proposta segue a diretriz de cobrança mais proporcional ao uso das rodovias, alinhada à política estadual de padronização por quilômetro.
Durante a fase de licitação, o projeto recebeu 284 contribuições em consultas e audiências públicas, envolvendo sociedade civil, gestores municipais e especialistas do setor. As sugestões foram incorporadas ao edital, buscando maior equilíbrio contratual e eficiência para os usuários.
A iniciativa faz parte do programa SP pra Toda Obra, que prevê melhorias em mais de 21 mil quilômetros de rodovias no estado, com investimento total de R$ 30,5 bilhões.
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