Política

Disputa em SP: MBL busca liberar Arthur do Val e manter Kim na Câmara

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O Missão, partido do MBL, entrou com recurso para tentar reverter a inelegibilidade de Arthur do Val e liberar Kim Kataguiri para a reeleição  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/YouTube
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 15/05/2026, às 13h11



O ex-deputado estadual Arthur do Val (Missão-SP) recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em uma tentativa de recuperar seus direitos políticos. O processo está sob análise do presidente da Corte, o ministro Herman Benjamin.

Por mais que do Val tenha admitido a interlocutores que as chances de sucesso são remotas, o movimento jurídico é acompanhado de perto pelo Movimento Brasil Livre (MBL).

A possível reversão da inelegibilidade é vista como estratégica para o partido Missão. Caso ele retome se torne elegível novamente, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) ficaria livre para buscar a reeleição na Câmara dos Deputados, onde poderia atuar como puxador de votos para ajudar a legenda a superar a cláusula de barreira.

Publicamente, Arthur do Val afirma que o pré-candidato ao governo paulista continua sendo Kim Kataguiri.

Contudo, aliados como Renato Battista (Missão-SP), articulador das chapas do partido, defendem que do Val seria um nome natural para a disputa estadual caso a Justiça decida a seu favor.

“Espero que ele retome os direitos políticos, pois foi julgado sem direito de defesa, cassado sem crime e absolvido na Justiça", afirmou Battista.

Foto: Reprodução/Facebook
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O motivo da cassação

Arthur do Val teve seu mandato cassado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em maio de 2022, após o vazamento de áudios com comentários sexistas e misóginos sobre mulheres ucranianas durante uma viagem ao país em guerra.

A decisão o tornou inelegível até o ano de 2030.

Cálculo político e o interesse do PT

De acordo com o Metrópoles, a movimentação do MBL é observada com otimismo por setores do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo.

Integrantes da pré-campanha de Fernando Haddad (PT) avaliam que uma candidatura forte do Missão poderia fragmentar o eleitorado de direita, dividindo votos que hoje se concentram no governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Para os petistas, o MBL dificilmente abriria mão de lançar nomes próprios nos principais colégios eleitorais, já que o partido é novo e precisa ganhar visibilidade.

Ao contrário de outros nomes do campo conservador, os membros poderiam desistir da disputa para compor alianças com o atual governo.

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