Política

CPTM diz que greve prejudica 1 milhão de passageiros e nega risco de demissões

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Companhia afirma que sindicato manteve a paralisação mesmo após garantia de preservação dos empregos; linhas seguem com operação parcial nesta terça (4)  |   BNews SP - Divulgação Foto: Pexels/Th2city Santana
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 04/08/2026, às 19h25



A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) afirmou nesta terça-feira (4) que a greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foi mantida pelo sindicato dos ferroviários mesmo após o Governo de São Paulo garantir a preservação dos empregos durante o processo de realocação dos funcionários.

Em nota, a companhia classificou a paralisação como uma decisão unilateral da entidade sindical e afirmou que a mobilização tem provocado impactos diretos para quase 1 milhão de passageiros que utilizam diariamente os três ramais.

CPTM afirma que não haverá demissões

Segundo a empresa, o governo apresentou propostas concretas durante as negociações e reafirmou, na véspera da paralisação, que não haverá demissões relacionadas à reorganização da CPTM.

A companhia também contestou a principal justificativa apresentada pelo sindicato para a greve.

"Ao contrário do que alega a entidade, não há demissões em curso, o que torna sem fundamento a motivação trabalhista da greve", afirmou a CPTM.

Ainda de acordo com a estatal, dos 4.648 empregados registrados em junho deste ano:

  • 2.171 permanecem na Linha 10-Turquesa;
  • 475 continuam nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade;
  • 450 foram realocados para o Metrô;
  • 177 negociam transferência para a Artesp e outros órgãos estaduais;
  • 522 seguem disponíveis para novas cessões;
  • 853 atuam em áreas administrativas.

Operação segue reduzida

Foto: Pexels/Th2city Santana
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A greve continua afetando a circulação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Durante a tarde desta terça-feira, a Linha 13-Jade retomou parcialmente a operação entre Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart, enquanto os demais ramais seguem funcionando de forma parcial.

Segundo a CPTM, apenas 67% do efetivo operacional compareceu ao trabalho no horário de pico da manhã, abaixo dos 80% determinados pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A decisão judicial prevê multa diária de R$ 400 mil ao sindicato em caso de descumprimento.

A empresa informou ainda que, dos 126 maquinistas escalados, apenas três se apresentaram para trabalhar, o que exigiu o remanejamento de supervisores para conduzir parte das composições.

Plano de contingência continua

Para reduzir os impactos aos passageiros, o Governo de São Paulo mantém o plano de contingência envolvendo a CPTM, o Metrô, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese).

Ao todo, 128 ônibus foram disponibilizados para atender os usuários das linhas afetadas, enquanto o Metrô reforçou a circulação de trens e ampliou o número de funcionários nas principais estações de integração.

A CPTM também afirmou que a paralisação provocou reflexos no trânsito da capital. Segundo a companhia, o rodízio municipal de veículos foi suspenso e os congestionamentos ultrapassaram 720 quilômetros durante a manhã desta terça-feira.

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